Bahia participa da exposição “Ciência para a Vida”
As cadeias produtivas da mamona, do algodão no Vale do Iuiú e os resultados de pesquisa com homeopatia animal são ações demonstradas pelo Estado da Bahia, por intermédio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), durante a VI Exposição de Tecnologia Agropecuária “Ciência para a Vida”, que começou no sábado (20), e segue até domingo (28), em Brasília.
O evento é uma realização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que, além de apresentar os avanços em pesquisa e tecnologia própria, também oportuniza às associadas – caso da EBDA –, a mostrarem os projetos, programas, pesquisas e tecnologias agropecuárias desenvolvidas por cada Estado da Federação.
O diretor executivo da EBDA, Osvaldo Alves de Sant’Anna, presente na abertura oficial da exposição, falou sobre a participação da empresa. “É muito importante a presença da Bahia, representada pela EBDA, tendo em vista a oportunidade de trazermos, a um público eclético, alguns dos avanços nas diversas áreas do conhecimento agrícola, realizado pela Bahia”.
O coordenador do evento e chefe da Assessoria de Comunicação Social da Embrapa, Edílson Fragalli, referiu-se á participação das empresas associadas, na exposição, como “um momento especial de unir forças para mostrar aos cidadãos, particularmente ao público urbano, e, no caso de Brasília, aos gestores públicos, os avanços da pesquisa e da tecnologia como contribuição para o desenvolvimento da agropecuária regional e nacional”, enfatizou.
Sobre o estande da Bahia, Fragalli disse que com sabedoria, a EBDA utiliza uma baiana para atrair o público, ao mesmo tempo em que ela divulga a matéria-prima do acarajé, o feijão.
A exposição
Numa área de aproximada nove mil metros quadrados, 60 expositores expressam o que há de mais avançado em pesquisas e tecnologias agropecuárias, no país. Abrindo espaço para um maior conhecimento, desde a biodiversidade da Amazônia, as tecnologias para a cultura do café, em Minas Gerais, e também sobre a produção de arroz, em São Paulo.
A Bahia, de forma criativa, e muito elogiada, fundamenta sua participação em culturas representativas, como a mamona e o algodão, e na tecnologia do uso da homeopatia em animal – área onde a Bahia é líder, no país -, em função do importante papel para a agricultura familiar, prioridade do Governo do Estado. Foram exibidos tapetes, mantas e bonecas, representando algumas atividades da agricultura familiar na agregação de valor ao algodão.
Destaque para as tecnologias
No estande da EBDA, a homeopatia, explicada pelo veterinário Farouk Zacharias, um dos pesquisadores responsáveis pela atividade, na empresa, é ressaltada com a ajuda de publicações técnico-científicas, e por amostras dos medicamentos mais utilizados nas doenças infecciosas e parasitárias. As pesquisas foram desenvolvidas pela empresa visando o uso dessa tecnologia em diversos sistemas de produção animal, de forma sustentável, para o tratamento de doenças de várias espécies domésticas.
Na oportunidade, a EBDA mostra a cadeia produtiva do algodão através do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cotonicultura no Vale do Iuiú – região onde a cultura é explorada quase que exclusivamente por agricultores familiares, como atividade de profissionalização de agricultores. Um tear, equipamento rústico utilizado na fabricação artesanal de tapetes, jogos-americanos, centros- de- mesa e colchas, está sendo manuseado durante a exposição para demosntração.
O estado maior produtor de algodão do país, vem investindo maciçamente em programas de recuperação da cultura, particularmente nas áreas de agricultura familiar, visando à recuperação sustentável da lavoura.
Outro ponto em destaque, durante a feira é o investimento feito pelo Governo do Estado na cultura da mamona, tanto em pesquisa como em assistência técnica, além das novas tecnologias de produção. As variedades de mamona EBDA MPA11 e EBDA MPB01, lançadas em agosto passado pela EBDA, são consideradas mais resistentes e produtivas. Bahia é o maior produtor do país, responsável por 84% da produção, com uma área de 141 mil hectares.
Peculiaridade
A baiana de acarajé, vestida tipicamente, é o grande destaque do estande. Diariamente, a baiana Emília prepara e distribui o quitute, que é um produto à base de feijão-fradinho (feijão caupi), uma variedade de feijão cultivada na região do semi-árido baiano, para degustação do público.
Assim/EBDA, 23/09/2008
Maria de Lourdes
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