Commodities Agrícolas
Dia de baixa. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado encerraram o dia em baixa ontem no mercado americano, registrando a maior queda em quase uma semana, na esteira de mais um capítulo de derretimento das ações dos EUA. "O suco de laranja está seguindo a tendência do mercado financeiro", disse Stephanie Kinard, broker da JKV Global, de Chicago. "Ainda há muita incerteza e falta de confiança devido ao aperto de crédito e a temores de queda na demanda pela commodity". Os papéis para entrega em janeiro caíram 150 pontos na bolsa de Nova York, fechando a 85,35 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos de laranja às indústrias fechou a R$ 10,08, com variação positiva de 0,20% em cinco dias, segundo o Cepea/Esalq.
Terceira alta seguida. Assim como o milho, os contratos futuros de soja também encerraram o pregão de ontem em alta EUA (a terceira consecutiva), na expectativa de que os embarques ao exterior ganhem novo fôlego em tempos de preços baixos. A exportações da oleaginosa americana subiram 20% na semana encerrada em 2 de outubro. Segundo o analista Terry Reilly, do Citigroup Global Markets, serão necessárias exportações mais volumosas nas próximas semanas para se confirmar a tendência de queda nos preços. Os papéis com vencimento em janeiro subiram 16,25 centavos, para US$ 9,9550 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 46,61, com alta diária de 0,17%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 3,21%.
Mais embarques. Os contratos futuros do milho negociados em Chicago subiram ontem pelo segundo pregão consecutivo devido a especulações de que os preços mais baixos reavivarão a demanda pela commodity americana. Os EUA são os maiores produtores e exportadores de milho do mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura (USDA), os embarques do país subiram na semana encerrada em 2 de outubro em 68%, para 957 mil toneladas. "Foi melhor do que esperávamos", disse Terry Reilly, analista de mercado do Citigroup Global Markets. Assim, os papéis com vencimento em março subiram 11,75 centavos em Chicago, para US$ 4,5575 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos ficou em R$ 22,6, com queda diária de 0,45%, segundo o Cepea/BM&FBovespa.
Plantio acelerado. Os preços futuros do trigo recuaram na quinta-feira, nas bolsas americanas, com o avanço do plantio do trigo nos Estados Unidos, maior exportador global. Na bolsa de Kansas, os contratos do cereal para março encerraram o pregão a US$ 6,5725 o bushel, com recuo de 0,25 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos do trigo para março fecharam a US$ 6,26 o bushel, com baixa de 3 centavos. Até o dia 5 de outubro, 59% da safra de trigo de inverno estava plantada nos EUA, contra 42% na semana anterior, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O clima tem beneficiado o plantio. No mercado paranaense, a cotação da saca de 60 quilos do trigo encerrou a R$ 26,52, com alta de 1,14%, segundo o Deral.