Simpósio em Salvador discute a produção de energia limpa
A Bahia vai sediar o Simpósio Internacional de Biocombustíveis e Segurança Alimentar, uma importante discussão, de caráter internacional, sobre as novas perspectivas socioeconômicas dos processos que envolvem a produção e efeito do biocombustível.
Um dos países participantes, a Alemanha, é precursor no desenvolvimento do biodiesel, assim como o Brasil e Estados Unidos o são no desenvolvimento do etanol e biocarburantes, obtidos a partir de matérias-primas renováveis.
O simpósio começa na segunda-feira e segue até quinta-feira, no teatro do Instituto Cultural Brasil e Alemanha (Icba).
O evento deve reunir aproximadamente 150 participantes entre estudiosos, políticos, técnicos da área, representantes de renomadas instituições e estudantes. A entrada é franca.
Parceria – O evento tem parceria do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e das secretarias de Ciências, Tecnologia e Inovação (Secti), de Meio Ambiente de Recursos Hídricos (Semarh) e de Infra-Estrutura (Seinfra).
Durante o simpósio, serão apresentadas as realizações e planos para o setor de biocombustíveis no estado e panoramas e tendências da produção internacional, bem como temas relevantes no que se referem à segurança alimentar, desafios socioambientais e certificação na União Européia e no Brasil.
O Programa Estadual de Bioenergia está inserido num novo sistema de produção agrícola, a agroenergia, responsável pela produção de matérias-primas energéticas renováveis que deverão gradativamente substituir a energia oriunda do petróleo e do carvão.
Metas - Em oito anos, a expectativa é que o estado possa atingir a marca de 7,8 milhões de metros cúbicos de etanol e 773 mil metros cúbicos de biodiesel, além de gerar energia e créditos internacionais de carbono. A co-geração de energia deve chegar a 2,5 mil megawatts.
Para aqueles que pretendem instalar usinas processadoras no estado, o governo deu a isenção de 5% para as usinas que se instalarem nas regiões do semi-árido e oeste e de 7,5% para as demais regiões do estado.