Agricultores familiares são capacitados durante Expoita 2008

13/10/2008

Agricultores familiares são capacitados durante Expoita 2008

 

Processamento, beneficiamento e culinária do pescado e produção de três alimentos derivados do leite foram algumas das atividades, que cerca de 80 pequenos produtores puderam aprender na 26º Exposição Agroindustrial da Região Cacaueira, em Itabuna, entre os dias 09 e 11, deste mês.  Os cursos de laticínio e pescado foram ministrados por técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e Bahia Pesca, órgãos vinculados a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado (Seagri).
O curso da Bahia Pesca passa informações sobre a qualidade, identificação de um pescado fresco, além de incentivar o consumo de peixes de água doce. A estudante de nutrição, Clarice da Silva, foi incentivada por sua professora a participar do curso. “Vou usar tudo que aprendi no meu dia-dia”, diz a estudante.
Outra atividade importante foi a palestra sobre a monilíase, doença que afeta o cacaueiro e mais grave que a vassoura-de-bruxa. No encontro, alguns produtores conheceram os sintomas da doença. Segundo informações de Clécio Teles, especialista de manejo de plantas, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), o órgão vem intensificando as barreiras de fiscalização do cacau que vem da região amazônica, a fim de impedir a introdução da monilíase, doença que a Bahia é livre. O programa é uma iniciativa da Ceplac e da Adab.
A produtora de cacau e graviola, em Ilhéus, Dona Iontila Viana, diz que foi criada em fazendas de cacau, mas nunca tinha escutado falar sobre a doença. ”Agora vou prestar a atenção nesses sintomas, porque só entendo de roça”, completa.
O Plano de Execução para Aceleração do Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio da Região Cacaueira (Pac do Cacau), tem entre suas ações a recuperação da lavoura cacaueira e a proposta de inclusão de recursos para impedir a introdução de pragas referente a diversas culturas. Para Teles, a monilíase é capaz de se alastrar e destruir plantações de cacau em um mês, causando danos socioeconômicos ao produtor.

Ascom – Seagri/Adab
Samanta Uchôa/Érica de Sá
3115.2794