Commodities Agrícolas

14/10/2008

Commodities Agrícolas

 

Demanda aquecida. Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem, impulsionados por notícias de que as recentes quedas das cotações da commodity no mercado internacional poderiam elevar a demanda global pelo produto, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. O anúncio de que a Índia, segundo maior produtor global, também poderá importar açúcar também ajudou a dar suporte aos preços. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 11,90 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 46 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 343,30 a tonelada, com alta de US$ 7. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 31,20, segundo o índice o Cepea/Esalq. No mês, a queda é de 10,72%.  
 
Queda do dólar. Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, impulsionados pela desvalorização do dólar em relação a outras moedas estrangeiras e ao otimismo dos mercados por conta do pacote de ajuda dos bancos centrais da Europa e da Ásia, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a US$ 1,2250 a libra-peso, aumento de 230 pontos. Em Londres, os contratos para janeiro fecharam a US$ 1.840 a tonelada, alta de US$ 55. O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) liberou mais R$ 85 milhões ao Banco Cooperativo do Brasil S/A (Bancoob), totalizando este ano R$ 1,7 bilhão para apoiar a atividade cafeeira no País. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 258,58, segundo o índice Cepea/Esalq.

Frio na Flórida. Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta ontem, reflexo de especulações no mercado de que os pomares de laranja da Flórida, segundo maior produtor mundial de suco, poderão ser prejudicados pelo inverno nos Estados Unidos, que poderá ser o mais rigoroso dos últimos cinco anos. Nesta safra, a colheita de laranja no país deverá ser de 166 milhões de caixas. O dólar desvalorizado em relação a outras moedas estrangeiras também poderá tornar a commodity mais atrativa, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro encerraram o dia a 82,05 a libra-peso, com aumento de 220 pontos. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias encerrou a R$ 10,04, segundo o índice Cepea/Esalq.   
 
Importadores de volta. O interesse de compra pelo algodão americano impulsionou ontem os preços futuros da commodity no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a 54,61 a libra-peso, com aumento de 74 pontos. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg afirmaram que a recente queda da commodity no mercado voltou a atrair os importadores. As cotações da pluma atingiram neste mês a maior baixa desde maio do ano passado, pressionados por notícias de desaquecimento da economia global. Os Estados Unidos são os maiores exportadores mundiais da commodity. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2324 a libra-peso, praticamente inalterado sobre sexta-feira, segundo o índice Cepea/Esalq.