Commodities Agrícolas

16/10/2008

Commodities Agrícolas


  

Liquidação em massa. Em mais um dia de liquidação generalizada de contratos de commodities agrícolas, o açúcar acompanhou outros mercados e fechou em baixa. Traders e analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que o temor é de que as medidas de resgate ao sistema financeiro anunciadas pelos governos da Europa e dos Estados Unidos devem demorar a surtir efeito, o que manteria a demanda por commodities deprimida por um longo período. Em Nova York, os contratos de açúcar com vencimento em maio de 2009 caíram 53 pontos, para 11,41 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o preço da saca de 50 quilos subiu 0,22%, para R$ 31,22, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Em outubro, o preço da saca acumula alta de 0,39%. 

Novo recuo. Os contratos futuros do café negociados no mercado americano registraram ontem a maior queda em mais de uma semana. As especulações de que uma recessão nos EUA, a maior economia do mundo, vai desacelerar a demanda por commodities motivaram a queda. "Parece haver preocupação real com a demanda", diz Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group, de Chicago. "Há problemas econômicos generalizados". Na bolsa de Nova York, os papéis do grão arábica para entrega em março recuaram 565 pontos e fecharam a US$ 1,1815 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 256,51, com queda de 0,5%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Com isso, a commodity já acumula variação negativa de 1,99% no mês.

Consumo menor. A retomada das turbulências na economia americana, que arrastou o resto do mundo para baixo ontem, derrubou também a cotação do suco de laranja concentrado negociado no mercado futuro. Além disso, o mercado foi influenciado pela expectativa de que a produção na Flórida, a segunda maior do mundo, seja maior que a previsto por analistas. Na bolsa de Nova York, a libra-peso da laranja para entrega em janeiro de 2009 fechou a 82,95 centavos de dólar, uma queda de 200 pontos. "Os consumidores estão reduzindo as compras de tudo, inclusive a laranja", disse Stephanie Kinard, broker da JKV Global. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos de laranja para a indústria fechou a R$ 10,08, com alta de 0,40% em cinco dias, segundo o Cepea/Esalq. 
 

Pessimismo à vista. Os contratos futuros do algodão acompanharam outras commodities agrícolas e fecharam o pregão de ontem com a maior cotação desde maio de 2007 em Nova York. Mais uma vez, o fantasma da recessão nos Estados Unidos (e conseqüentemente mundial) prejudicou os negócios, com apostas na redução da demanda pela fibra. Keith Brown, da Keith Brown & Co. , na Georgia, atribuiu o pessimismo aos dados ruins de vendas no varejo americano. "O Papai Noel não virá este ano", resumiu ele, em entrevista à Bloomberg. Os papéis para entrega em março fecharam a 51,88 centavos de dólar, com queda de 271 pontos. No mercado doméstico, a libra-peso do algodão ficou em R$ 123,38, com alta de 0,05%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a alta acumulada é de 0,22%.