Produção energética via cultura consorciada discutida em simpósio
"A produção de matériaprima para o biodiesel não é e nunca será, a salvação da agricultura familiar. É apenas mais uma das inúmeras culturas. Portanto, não há contradição nem sobreposição entre as produções de energia limpa e de alimentos", ponderou o superintendente da Agricultura Familiar da Seagri, Ailton Florêncio, durante o Simpósio Internacional Biocombustíveis e Segurança Alimentar, que se encerrou ontem, reuniu cerca de 150 participantes entre estudiosos, políticos, técnicos da área, estudantes e representantes de renomadas instituições.
Na oportunidade, Florêncio falou sobre a capacidade do segmento da agricultura familiar em responder às demandas requeridas de produção de biodiesel, tendo em vista a viabilidade para o desenvolvimento sustentável e geração de renda
condicionada a um conjunto de políticas públicas que envolvam a ampliação da área plantada, a diversidade e a atração de recursos para a difusão tecnológica.
Para garantir o equilíbrio na oferta, o Governo do Estado, através da Seagri, tem fomentado a produção de oleaginosas, a partir do consórcio com cultivares como feijão, milho, dentre outros.
"Com a política de distribuição de sementes, foi possível atender 150 mil famílias, em apenas um ano de trabalho", comemora o superintendente da Suaf, ao falar das ações do Programa Semeando, desenvolvido pela Seagri e executado em parceria pela superintendência e pela EBDA.
Nesse primeiro dia, o debate também abordou práticas para o controle de resíduos, emissões e poluição, bem como o desperdício de alimentos gerados desde a produção ao consumo.
PESQUISA E TECNOLOGIA
Por ser o estado mais rural do Brasil, com 45% da população no campo, a Bahia tem a matriz produtiva como principal base de sustentação da maioria das cidades. "Daí a necessidade de interiorização das ações do Governo do Estado, que tem incentivado a difusão da educação tecnológica no campo, por meio dos centros técnicos e universidades públicas", destacou a diretora da Secti, durante a apresentação do Programa de Bioenergia, no que compete à área de pesquisa e extensão. Além da Seagri, que é a coordenadora do programa, e da Secti, ainda são parceiras do programa as secretarias de Meio Ambiente e da Seinfra.