COMMODITIES - Algodão sobe em NY

17/10/2008

COMMODITIES - Algodão sobe em NY


São Paulo, Um dia depois de atingir o menor patamar dos últimos três anos, as cotações do algodão recuperaram parte das perdas e fecharam valendo 53,39 centavos de dólar por libra-peso (0,454 quilos) na Bolsa de Nova York (CME Futures), valorização de 2,9%. Especialistas explicam que a relação entre oferta e procura dessa commodity continua apertada e que não há motivos para preços tão baixos.

"O mercado viu que os preços estão fora da realidade e devolveu parte das perdas", analisa Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado. Ele acrescenta que a valorização do dólar, a queda do petróleo e os sinais de recessão americana foram os principais fatores que pesam sobre os preços da commodity.

Seguindo o mesmo caminho, os preços da soja também recuperaram parte das perdas de quarta-feira. Os papéis da oleaginosa com entrega para janeiro, a valorização foi de 0,8%, atingindo US$ 8,80 o bushel (27,2 quilos) na Bolsa de Chicago (CBOT).

Já o milho registrou nova queda. Os contratos com entrega em março fecharam em 401,50 centavos de dólar por bushel (25,4 quilos), queda de 1%. O grão compõe grande parte da composição das rações e seria diretamente atingido com o aumento da recessão mundial, que reduziria a demanda por carnes.

As cotações do açúcar do tipo 11, com vencimento em maio, atingiram o menor nível dos últimos quatro meses e fecharam cotadas 11,40 centavos de dólar por libra-peso em Nova York. Rodrigo Martini, analista da FCStone, explica que o mercado americano em recessão abala diretamente os preços da commodity. Ele diz que a relação entre produção e consumo terá um déficit de 2 milhões de toneladas no próximo ano, com um consumo de 160 milhões de toneladas e uma produção de 158 milhões de toneladas.

"No curto prazo, os estoques estão altos e o cenário já era negativo. Mesmo com o déficit entre consumo e produção, essa crise pode reduzir a expectativa de preços positivos que projetávamos em 2009", observa Martini.