Unidade de processamento será utilizada para capacitar produtores da região cacaueira
Foto: Manuela Matos
Para capacitar a mão-de-obra que vai operar nas 20 plantas industriais para produção de chocolate previstas no Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Estado da Bahia (PAC do Cacau), a Ceplac incorporou a unidade de processamento e beneficiamento da amêndoa de cacau. O equipamento foi instalado no Centro de Desenvolvimento e Capacitação Tecnológica Agroindustrial Euclides Teixeira Neto, situado na Superintendência da Bahia, na rodovia Ilhéus-Itabuna.
O maquinário será utilizado para produção de massa de cacau (líquor) e de chocolates em articulação com cooperativas e associações de produtores rurais, empresariais e agricultores familiares. A intenção é agregar valor ao produto final, além inserir novas combinações ao chocolate com as diversas frutas da região, que também terão incentivos a suas culturas, por meio do PAC.
De acordo com o secretário da Agricultura e coordenador do PAC, Geraldo Simões, o equipamento adquirido pela Ceplac vai viabilizar a capacitação dos pequenos produtores, no sentido de extinguir a cultura de, apenas, exportar matéria-prima, tendo produtos finais de qualidade.
“A parceria entre governo federal e estadual foi essencial para tornar o PAC realidade. O exemplo está na aquisição dessa unidade que foi incorporada ao Centro de Desenvolvimento e Capacitação Tecnológica Agroindustrial Euclides Teixeira Neto, que vai servir de escola para capacitar os produtores. A intenção é, cada vez mais, preparar e adaptar o agricultor familiar para a introdução de novas tecnologias, com uma visão mais ampla de mercado”, explicou.
Ampliação das atividades
O superintendente da Ceplac na Bahia, Geraldo Landim, justifica a aquisição do equipamento pela necessidade de ampliação da capacidade tecnológica da instituição. “Visamos projetos de implantação de uma incubadora, que poderá dar suporte aos agricultores na luta para o fornecimento de produtos semi-acabados de maior valor em vez de matérias-primas ao mercado”, destacou. Ainda segundo ele, a tecnologia será repassada em cursos, palestras, seminários e oficinas.
O equipamento adquirido pela Ceplac opera experimentalmente há 20 dias, aprimorando a equipe técnica e tem capacidade para o beneficiamento de 90 quilos por hora de cacau. A máquina descasca, quebra, torra, moe e liquefaz a amêndoa em processamento quase similar ao que acontece nas indústrias moageiras de cacau.
Ascom – Ceplac/Seagri - 20.10.08
Luiz Conceição/Manuela Matos
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