Commodities Agrícolas

21/10/2008

Commodities Agrícolas


  
Nova queda. Os contratos futuros do café recuaram ontem no pregão de Nova York, em reação direta à valorização do dólar, que reduz a demanda das commodities negociadas na moeda americana. Foi o quarto dia de alta do dólar, desta vez provocada por declarações de apoio do presidente do Fed (BC americano), Ben Bernanke, a um novo pacote de estímulo econômico nos EUA. "O euro está chegando à sua menor cotação em um ano, enquanto a força do dólar pressiona as commodities", comentou à Bloomberg Julio Sera, trader da Hencorp Futures, de Miami. Com isso, os papéis para entrega em março de 2009 fecharam a US$ 1,1915 por libra-peso, com queda de 130 pontos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 256,50, queda de 0,5%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Realização de lucros. Os negócios com algodão no mercado futuro não seguiram a influência das bolsas de valores, que subiram ontem, e a sessão foi de baixa para a commodity. O recuo foi creditado especialmente à realização de lucros, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires - o algodão subiu nas últimas sessões da semana passada. Em Nova York, os contratos com vencimento em março de 2009 recuaram 400 pontos, para 52,39 centavos de dólar por libra-peso. Para alguns analistas, o algodão ainda vai registrar algumas liquidações de papéis até que, assim como outras commodities agrícolas, volte a ser guiado pelo andamento das bolsa de valores. No mercado doméstico, a pluma foi negociada por R$ 1,2337 a libra-peso, baixa de 0,07%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.


De olho nas bolsas. O bom desempenho das bolsas de valores ontem deu impulso aos negócios com soja no mercado futuro. O fortalecimento dos negócios afastou um pouco o temor dos compradores, levando parte deles a acreditar que o fundo do poço da crise já ficou para trás, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Também animaram os investidores os dados sobre exportações americanas na última semana, que ficaram acima do esperado - a demanda, segundo essa interpretação, não estaria tão abalada. Na bolsa de Chicago, os contratos para janeiro de 2009 subiram 34 centavos de dólar, para US$ 9,4075 por bushel. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos de soja subiu 0,92%, para R$ 43,01, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a queda é de 4,76%. 
 
 
Novo fôlego. Assim como a soja, os preços futuros do milho encerraram o pregão de ontem em alta na bolsa de Chicago, diante das expectativas que o resgate financeiro americano evitará uma recessão global. Os contratos com vencimento em março do próximo ano fecharam com alta de 15,75 centavos de dólar, com o bushel valendo US$ 4,3625. Os preços da commodity haviam chegado a US$ 3,71 no último dia 16. "As pessoas acordaram ontem e descobriram que o sistema financeiro não tinha desaparecido", disse à Bloomberg Mark Schultz, da Northstar Commodity Investment, de Minneápolis. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou o dia com a cotação de R$ 22,39, com queda de 0,33%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, o grão acumula perda de 2,62%.