Algodão tem nova queda
São Paulo, Os preços do algodão começaram a semana com desvalorização na CME Futures (antiga Bolsa de Nova York). Os contratos com entrega para março fecharam em 52,39 centavos de dólar a libra-peso (0,454 quilos), recuo de 7,09%. "Parece que o algodão atingiu o fundo do poço", afirma Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado. Ele explica que muitos fundos especuladores que atuam no mercado futuro reduziram suas posições. Isso ocorre porque não existem indicativos de que os preços subam no curto prazo. "As incertezas no mercado estão afugentando os investidores", avalia.
Na outra ponta, a soja subiu pelo terceiro pregão consecutivo. Os contratos com entrega para janeiro ficaram em US$ 9,40 o bushel (27,2 quilos), alta de 3,7%. "A estabilidade do mercado financeiro favoreceu o movimento", avalia Eduardo Sanchez, analista da FCStone. Para ele, o anúncio de que a China deverá aumentar os estoques de soja também foi determinante. "Isso demonstra que a demanda está aquecida e pode se recuperar", acrescenta Sanchez.
O analista da FCStone acrescenta que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deverá se reunir nesta semana para decidir uma possível redução na oferta mundial. "Como o petróleo possui grande relevância na formação dos preços das commodities agrícolas, isso deverá impactar diretamente os preços".
O terceiro fator que favoreceu a alta da soja foi o atraso da colheita americana. Segundo Sanchez, o índice está em 62%, quando a média dos últimos quatro anos é de 74%. "Existe o temor de a safra ser colhida no inverno e a geada prejudicar a produção", observa o especialista.
Os preços do milho acompanharam o movimento e fecharam em alta. Os papéis com entrega para março ficaram em 436,25 centavos de dólar o bushel (25,4 quilos), alta de 3,7%. Já o trigo com entrega para março teve ligeira redução, com os contratos para março cotados 583,75 centavos de dólar por bushel (27,2 quilos), baixa de 0,4%.