Exemplos de incentivo à pesca e à equicultura

21/10/2008

Exemplos de incentivo à pesca e à equicultura

 

Kit marisqueiras - A Bahia Pesca está distribuindo o kit marisqueiras na Baía de Todos os Santos. Cada kit é cornposto por uma bancada com pia, outra para catação, um eco-fogão, jogo de panelas e escorredor, além de outros materiais que facilitaram a vida das trabalhadoras. O objetivo é permitir o beneficiamento dos produtos da mariscagem, possibilitando melhorias nas condições de higiene, além de proporcionar melhores condições de trabalho para as marisqueiras. Atualmente, as mulheres marisqueiras já correspondem a cerca de 30% dos profissionais de pesca registrados no Estado. O trabalho envolve inúmeras etapas longas e repetitivas que sobrecarregam o corpo das mulheres. Na coleta, as marisqueiras trabalham aproximadamente 4 horas por baixa maré, com os joelhos flexionados e o corpo curvado a maior parte do tempo.

Distribuição de aparelhos de GPS - Os pescadores da Baía de Todos os Santos receberam 290 aparelhos de Sistema de Posicionamento Global (GPS) da Bahia Pesca. A idéia é que a distribuição dos equipamentos ajude os profissionais da pesca a trabalhar com maior rapidez e segurança em suas embarcações. Além de garantir o monitoramento da localização dos pescadores via satélite (o que ajuda num possível resgate no mar em caso de acidentes), a tecnologia permite ao trabalhador saber o posicionamento eletrônico exato de cada ponto de pesca que costuma freqüentar. Segundo a Bahia Pesca, foram investidos cerca de R$ 300 mil na compra dos equipamentos. Como cada embarcação leva uma média de quatro pescadores, a empresa calcula beneficiar aproximadamente 1.200 famílias, proporcionando uma melhoria indireta na vida de seis mil pessoas.

Cultivo de ostras na Baía de Todos os Santos - Para evitar a diminuição do estoque de ostras nativas, está sendo implantado em comunidades da Baía de Todos os Santos e do Iguape o projeto Cultivo de Ostras Nativas. Até agora, a iniciativa já chegou às comunidades de Ponta Grossa, Geribatuba, Ilha da Banca, Baiacu, Nazaré, Maragojipinho, Iguape, Jaguaripe e Manguinhos. Este ano, a comunidade de Madre de Deus será também beneficiada. A intenção é atingir 150 famílias com o projeto, que prevê ainda a capacitação de pescadores e marisqueiras para a implantação do cultivo de os­tras nativas. Serão implantados 150 módulos, sendo 100 no sistema fixo, moda I idade mesa com travesseiro, e 50 no sistema suspenso em long-line. As áreas beneficiadas foram definidas depois de um diagnóstico que levou em conta critérios sociais, econômicos e ambientais.

Pesca de atum - O Projeto de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Pesca de Atuns na Bahia vai treinar os pescadores baianos em técnicas de manuseio e conservação do pescado a bordo, bem como identificar situações que comprometem a segurança, qualidade e integridade do produto como alimento para o consumo humano. A iniciativa é resultado das campanhas de pesquisas a bordo de navios oceanográficos promovidas pela Bahia Pesca. O trabalho incluiu a realização de um inventário das espécies de peixes que nadam continuamente na faixa próxima à superfície da água. Uma das descobertas dos pescadores é que há um potencial não explorado no Estado para a pesca de grandes peixes como atum, espadartes, dourados e tubarões.

Unidade de Beneficiamento - Neste mês de outubro, a Bahia Pesca entregará a primeira Unidade de Beneficiamento Simplificada de Conservação e Comercialização. A unidade, instalada no município de Candeias, ficará alojada na colônia de pesca Z-54 e beneficiará 490 pescadores e marisqueiras que estão filiados à entidade. Ela conta com um espaço para beneficiamento dos produtos, banheiros e escritório. A idéia é melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores. A em­presa ainda entregará mais duas unidades: em Saubara e Santo Amaro da Purificação.

Mercado de peixe de Maragogipe - Os pescadores e as marisqueiras de Maragojipe receberam um mercado do peixe totalmente reformado e ampliado. A obra é fruto de um convênio de cooperação técnica e financeira entre a Bahia Pesca, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MOA) e a prefeitura local, que busca estruturação e potencialização do comércio do produto pesqueiro. A idéia é que a reforma beneficie as duas mil pessoas que vivem da pesca artesanal na região, melhorando as condições higiênico-sanitárias dos prod utos da pesca, permitindo a absorção da produção proveniente da atividade pesqueira no entorno do município e o desenvolvimento de práticas de beneficiamento e comercialização. (E.V.)