Commodities Agrícolas
A produção de algodão na Austrália, o quinto maior exportador do mundo, será maior que o esperado, como resultado de um aumento de área provocado pela desvalorização do dólar australiano, informou a Namoi Cotton Cooperative Ltd., à agência Bloomberg. A produção da safra que está sendo semeada pode ser de 1,4 milhão de fardos. Há dois meses, a produção era estimada em menos de 1 milhão de fardos. O ciclo anterior ficou em 600 mil fardos. Nos últimos três anos, a produção de algodão naquele país foi reduzida por conta da forte seca. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam em 53,51 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 5 pontos. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,2322 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
Baixa demanda. As preocupações com a desaceleração da economia global continuam pressionando os preços dos grãos na bolsa de Chicago, que tiveram forte queda durante o pregão de ontem. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg afirmaram que a demanda global por grãos poderá recuar, por conta das importações limitadas. Na bolsa de Chicago, os contratos da soja para janeiro encerraram o pregão a US$ 8,6475 o bushel, com recuo de 50,50 centavos. O temor dos analistas é de que a crise financeira global se alastre para os países em desenvolvimento, caso da Argentina, e atinja com maior força a Ásia. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos da soja fechou ontem a R$ 45,23, com alta de 3,76%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 19,9%.
Dólar valorizado. Assim como a soja, os preços futuros do milho tiveram um forte tombo ontem na bolsa de Chicago, como reflexo da crise financeira global. A alta do dólar em relação a outras moedas estrangeiras também ajuda a tirar suporte das cotações do milho no mercado internacional. Na bolsa de Chicago, os contratos do milho para março encerraram a US$ 4,0075 o bushel, com baixa de 27 centavos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão fechou ontem a R$ 22,21, segundo o índice Cepea/BM&F. As cotações do grão seguem em queda no mercado interno, mesmo com a restrição de oferta do produto, segundo o Cepea. Alguns vendedores apostavam que a valorização do dólar poderia impulsionar as exportações, mas ainda não houve grande impacto.
Custo maior do cereal. Os preços futuros do trigo registraram forte queda ontem, atingindo o menor patamar dos últimos 16 meses, por conta do maior custo para o embarque do cereal dos EUA, o maior exportador global. Com o dólar valorizado, o produto ficou mais caro aos importadores. Em Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 5,3750 o bushel, recuo de 31,50 centavos. Em Kansas, os contratos para março encerraram a US$ 5,655 o bushel, baixa de 33,75 centavos. Os EUA exportaram 12,7 milhões de toneladas de trigo desde o dia 1º de junho até a semana passada, 9% abaixo dos volumes negociados no mesmo período do ano passado. Os EUA devem embarcar 27,2 milhões de toneladas nesta safra. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 26,47, segundo o Deral.