Fruit Brasil projeta negócios de € 200 mil em exportações
A feira ocorre em paralelo à Frutal, no Centro de Convenções de Fortaleza. A Fruit Brasil 2005 pode gerar negócios da ordem de € 200 mil, conforme previsões do Eurocentro Ceará, credenciado a desenvolver o Programa Al-Invest, da Comissão Européia. A feira ocorre paralelamente à Frutal, Semana Internacional da Fruticultura Floricultura e Agronegócio, que será realizada no Centro de Convenções Edson Queiroz, em Fortaleza. A primeira investida organizada pelo Eurocentro CE reunirá empresários brasileiros e europeus, de 13 a 15 deste mês, em rodas de negócios e seminário.
A coordenadora do Eurocentro Ceará, Mariana Conoco, diz que os empresários europeus vêm dispostos a incrementar negócios, além de buscar intercâmbio tecnológico, joint ventures, acordos de representação, de marketing, entre outras propostas.
"O trabalho desenvolvido pelos Eurocentros em toda a América Latina contempla a promoção de novas relações comerciais e segue critérios específicos na definição das empresas, com a realização conjunta de seminários de capacitação para os envolvidos no processo", esclarece.
Nessa etapa, a unidade local que funciona na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), concentra o foco nos segmentos de fruticultura e floricultura. A fruticultura do Ceará movimentou no acumulado de 7 meses cerca de US$ 6,588 milhões em exportações neste ano, com participação de 1,3% na pauta global e aumento de 34,7% em relação ao ano anterior, apontam dados do Centro Internacional de Negócios (Cin/Fiec). A soma não inclui a castanha de caju, que atingiu US$ 89,172 milhões no período, alta de 11,1%, sobre 2004.
A secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagri) projeta US$ 30,7 milhões em exportações no exercício de 2005. No ano passado, os embarques de frutas no Estado corresponderam a US$ 24,6 milhões. A estimativa para o exercício atual leva em conta o avanço dos últimos 3 anos e a abertura de mercados para o mamão, área livre de melão e a inserção do abacaxi Gold MD-2 na Europa.
Apenas a área de cultivo do abacaxi deverá avançar de 400 hectares, registrados em 2004, para 850 hectares no final deste ano. "As exportações de frutas, especialmente no melão, líder no ranking do setor no Estado, ficam concentradas no segundo semestre", observa José Ximenes de Farias Júnior, gerente de fruticultura da Seagri.
Suporte aos negócios
De acordo com Mariana Canoco, setores como coureiro-calçadista, têxtil-confecções, metal-mecânico, móveis, alimentos e bebidas e de pescados, fazem parte da lista de ações futuras do Eurocentro.
O Programa Al-Invest operacionalizado pelo Cin e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) desde 2002, já tem definidos pelo menos outros dois projetos para o Estado: o encontro setorial na Feira Nacional do Camarão em março de 2006, em Fortaleza; e o encontro de capacitação de profissionais do setor têxtil em design, modelagem e padronagem, previsto para janeiro do próximo ano. O ingresso na terceira fase do Al-Invest, que segue até 2007, contempla a possibilidade recursos da Comissão Européia para execução dos programas, caso do Fruit Brasil 2005.
Mariana observa que, nos dois projetos o Eurocentro atua como organizador, mas há uma série de iniciativas onde a unidade também colabora. Caso da captação e sensibilização de empresas para encontros setoriais em outros estados ou países. "Agora, em outubro, vamos levar seis empresas do segmento de camarão e pescado a Vigo, Espanha, dentro da feira Conxemar, a segunda maior do setor na Europa.
(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 14)(Adriana Thomasi)