Crescem as operações de hedging agrícola no BB Arnaldo Galvão |
O Em 2003, o BB firmou 8.356 contratos de proteção ou derivativos agrícolas. Quando o banco começou a oferecer esse serviço, há 5 anos, fechou 2.164 contratos. A meta do BB é chegar aos 50 mil contratos em 2009. Apesar da evolução, ainda é muito pequeno o universo dos clientes do banco que contratam proteção contra a variação dos preços agrícolas, diz Rogério Pio Teixeira, gerente da diretoria de agronegócios do BB. Segundo Ricardo Conceição, vice-presidente de agronegócios do BB, o banco está intensificando o treinamento de funcionários, em parceria com a Bolsa de Mercadorias e Futuros ( O gerente de agronegócios do banco, Marcio Montella, informa que o BB oferece duas linhas de crédito para derivativos agrícolas. A primeira, com base no Funcafé (fundo da cafeicultura), cobra cerca de 13% ao ano (TJLP mais 4%). Neste caso, o dinheiro que não é usado fica em um fundo cuja remuneração é maior que o custo desse crédito. A segunda linha, para todas as outras commodities (com liquidez e negociadas na BM&F), cobra aproximadamente 18% ao ano (TR mais 16%). Montella ressalta que esse custo é menor que a variação do CDI (19%). A soja, principal produto agrícola de exportação do país, domina as operações de hedging em Chicago, e tem aumentado sua participação também na BM&F, segundo o BB. Teixeira afirma que as operações de proteção deste produto também têm crescido na BM&F. O outro destaque é o milho. "Quando o produtor colhe e estoca, quer aproveitar o melhor momento para vender sua mercadoria. No mercado futuro é o mesmo raciocínio porque o objetivo é explorar as melhores oportunidades. Proteger-se contra as variações de preços é planejar", argumenta Montella |
Crescem as operações de hedging agrícola no BB
06/01/2006