Gado com suspeita da doença é abatido

23/01/2006

Gado com suspeita da doença é abatido

João Naves de Oliveira

 

Campo Grande – Em menos de 24 horas foram abatidas 1.075 reses, em área suspeita de febre aftosa, no Mato Grosso do Sul. Um trabalho intenso da força-tarefa para concluir as ações sanitárias na Fazenda Bonanza, município de Eldorado, extremo sul do Estado. Uma liminar da Justiça Federal garantia o não-abate dos bovinos. “Era o último reduto a ser trabalhado. A previsão seria para terminar os abates no início da noite deste sábado, mas pouco depois de 12h, os 1.075 bovinos estavam sacrificados”, disse o diretor-presidente da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, João Crisostômo Muad Cavallero.

A pressa é justificada pelo fato de que hoje chega ao Estado uma equipe técnica da União Européia para inspecionar as fazendas e os frigoríficos nos municípios de Japorã, Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e Iguatemi, onde foram localizados focos da febre aftosa, descoberta em outubro do ano passado na Fazenda Vezosso, Eldorado, vizinha da Bonanza. O sacrifício de animais na região terminou na segunda-feira passada, mas o fazendeiro José Turquino exigia a indenização do gado antes do abate. Na sexta-feira (20), o governo federal liberou R$ 897 mil. Turquino então concordou com a medida.

Mais 30 dias – Cavallero afirmou que espera a retomada das importações de carne bovina do MS o mais breve possível. Ele esclareceu existir outra etapa antes da liberação das exportações, a interdição por 30 dias nas áreas sob efeito das ações antiaftosa, e ao final desse prazo a utilização de animais conhecidos por “sentinelas”.

São bezerros não vacinados que serão colocados nos locais atingidos pela doença. Caso eles não tenham aftosa em 30 dias, o foco será considerado debelado. Caso contrário, todo o trabalho será repetido com novos exames sorológicos e a retomada de todas as medidas adotadas até agora. “Estamos confiantes nos resultados”, disse Cavallero.