Missão brasileira quer restringir embargo da Rússia ao MS e PR

25/01/2006

Missão brasileira quer restringir embargo da Rússia ao MS e PR

 

 

Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deram início ontem, em Moscou, a negociações com o governo russo, para flexibilizar o embargo do país à carne bovina e suína de oito estados brasileiros decretado no fim de 2005. O Brasil espera que a Rússia retire a suspensão para São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mantendo o embargo para o Mato Grosso do Sul e o Paraná.

A suspensão das importações resulta dos focos de febre aftosa registrados no Mato Grosso do Sul e da confirmação da doença no Paraná pelo Mapa. Na reunião de ontem, os dois países concordaram em estabelecer uma "hotline" - sistema de consulta para esclarecer dúvidas sobre febre aftosa. O secretário-executivo do Mapa, Luís Carlos Guedes Pinto, informou, por meio de nota, que os veterinários russos se comprometeram a definir a situação rapidamente.

Segundo Wladimir Prestes, gerente administrativo da Welby do Brasil, empresa que presta serviços para o governo russo, a flexibilização do embargo deve ocorrer no fim de fevereiro, com continuidade da suspensão para o Mato Grosso do Sul e do Paraná. De acordo com alta fonte do governo russo, porém, o embargo deve ser mantido por, pelo menos um ano, para Mato Grosso do Sul e Paraná e por seis meses para os demais estados.

A Rússia é o maior importador da carne bovina "in natura" e suína do Brasil. No ano passado, o País exportou 433 mil toneladas de carne bovina "in natura" para a Rússia, volume 90,85% maior que o de 2004, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). As exportações de carne suína para o país somaram 404,739 mil toneladas em 2005, com crescimento de 40,47% em relação a 2004, segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

kicker: Os dois países vão criar uma linha direta, ou seja, sistema de consulta para esclarecer dúvidas sobre febre aftosa

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Chiara Quintão e Dow Jones Newswires)