Pecuaristas pressionam por resultado de testes de aftosa

03/02/2006

Pecuaristas pressionam por resultado de testes de aftosa

Marli Lima

O advogado Ricardo Rocha Pereira, que atende quatro pecuaristas com propriedades em Maringá, Loanda, Amaporã e Grandes Rios, no Paraná, disse que caso os resultados dos exames realizados em 2,2 mil animais da região não sejam divulgados até segunda-feira, vai entrar na Justiça para forçar o Ministério da Fazenda a revelar o teor deles. "Esses exames ficaram prontos lá pelo dia 15 de janeiro e até agora ninguém sabe ao certo o que eles mostraram, ao contrário do que aconteceu quando o ministério apressou-se para confirmar um foco no Estado".

Pereira também é advogado do pecuarista André Carioba, dono da Fazenda Cachoeira, de São Sebastião da Amoreira (PR), onde foi decretado o foco e onde ontem uma comissão começou a avaliar 1,8 mil animais para chegar a um valor de indenização. Ele negou, porém, que seu cliente - que possui uma liminar que impede o sacrifício do gado - tenha mudado de idéia e cedido às pressões do ministério, do governo do estado e da indústria da carne. "Queremos mostrar que no Paraná não temos aftosa", disse. De acordo com ele, matar bois sadios e depois pagar indenização caracteriza improbidade, "gastar dinheiro público sem ser necessário".