Congresso discute benefícios do ovo
Fama de vilão do colesterol pode cair por terra em evento sobre o tema
Até que ponto o ovo é vilão na dieta alimentar? Qual a ligação entre o ovo e o aumento do nível de colesterol? Para a nutricionista Maria Cecília Corsi, coordenadora do Grupo de Estudo do Ovo (GEO), nem tudo que se diz a respeito do ovo é verdadeiro. "Acredito que o ovo não faz mal à saúde. É preciso discutir o que o acompanha, como ele é preparado", acredita.
É justamente esse ponto - do que o consumidor costuma comer juntamente com o ovo - que Maria Cecília quer pôr em debate na próxima semana, de 14 a 16, durante o Congresso de Produção, Comercialização e Consumo do Ovo, que será realizado em Indaiatuba (SP). "Queremos mostrar a importância do valor nutricional do ovo, que é rico em proteínas e ocupa uma posição importante na cadeia alimentar, ao lado da carne e do frango."
ESTUDOS
O GEO, em parceria com a Associação Paulista de Avicultura (APA), está realizando um estudo científico para tentar acabar com a polêmica sobre os efeitos provocados pelo ovo à saúde humana.
De acordo com Maria Cecília, o questionamento surgiu depois de estudos como os realizados no Japão, que é um grande consumidor de ovo. "No Japão o ovo é um alimento bastante consumido, mas lá não há toda essa incidência de doenças coronarianas", destaca a nutricionista. Nos Estados Unidos, diz ela, é muito comum o consumo de ovo com bacon, por exemplo. "Sabemos que o ovo tem alto teor de colesterol, mas é pobre em gordura saturada, que é justamente o que faz mal ao coração."
O objetivo do grupo, destaca Maria Cecília, é verificar se o colesterol do ovo é o tipo de colesterol responsável pelas doenças coronarianas.
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