Embarque de transgênicos ainda restrito no Paraná
O porto de Paranaguá vai usar apenas um dos três berços do corredor de exportação para o embarque de soja transgênica. Na noite de quinta-feira, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) divulgou uma nova ordem de serviço em que regulamenta a entrada da soja nos navios. Nela, ficou estabelecido que todos os terminais poderão armazenar grãos transgênicos, mas apenas o berço 214 será utilizado para carregamento, com utilização exclusiva de correias transportadoras. A medida, segundo o documento, visa evitar a mistura com a soja convencional e respeitar a Lei de Biossegurança. Os outros dois berços, 212 e 213, que integram o corredor de exportação, ficarão com a soja convencional. "Na prática a APPA reservou apenas 30% da sua capacidade de embarque (total de 9 mil toneladas por hora) para a soja modificada, o que pode gerar congestionamento e filas", critica Marcelo Teixeira, advogado da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), que obteve na justiça a liminar que obriga Paranaguá a exportar transgênicos.
Segundo ele, os terminais deverão mais uma vez ir à justiça pedir que os demais berços possam ser usados. Na ordem de serviço anterior, o porto havia permitido que apenas a Bunge Brasil operasse com soja modificada, o que foi contestado na justiça, que determinou que todos os terminais possam fazer a armazenagem e o carregamento. "Agora a APPA liberou os terminais, mas voltou a limitar a operação ao permitir que apenas um dos berços do corredor seja usado", diz. O primeiro navio para embarque de soja transgênica deve chegar amanhã a Paranaguá. Será a primeira vez que o porto vai permitir a exportação do grão geneticamente modificado.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Cristina Rios)