Safra será a menor em 5 anos...

08/05/2006

Safra será a menor em 5 anos...

 

 

A redução do potencial de produção, diz, deve comprometer as exportações do setor. "Com uma colheita menor, o volume disponível para o mercado externo também deve ser reduzido, comprometendo as metas de superávit comercial do governo", afirma. O agronegócio é a principal fonte de superávits do governo brasileiro nos últimos anos. Em 2005, o Brasil exportou US$ 118,3 bilhões, dos quais 36,8%, ou US$ 43,6 bilhões, referentes ao agronegócio. O superávit total do País foi de US$ 44,7 bilhões; o do agronegócio, de US$ 38,4 bilhões.

O ministro disse que o pacote de R$ 15 bilhões anunciados no mês passado com o intuito de socorrer o campo é insuficiente. "As medidas obviamente não são suficientes para resolver a crise de renda da agricultura. Por isso, estamos trabalhando em um novo pacote, que deve sair ainda neste mês", disse Rodrigues, que participou do seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2006 e 2007, promovido pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

O novo pacote, que está sendo negociado com o Ministério da Fazenda, incluiria redução de impostos na importação de insumos. "A ênfase é na redução do custo de produção no campo", explicou.

O governo também deve anunciar em breve o Plano Safra 2006/07, inicialmente previsto para ser anunciado na primeira quinzena deste mês. "O plano deve sair até a primeira quinzena de junho. Estamos batalhando para elevar não só o volume total de recursos, mas também o volume de crédito a juros controlados de 8,75% ao ano", diz Rodrigues.

Em 2005/06 o governo concedeu R$ 33,2 bilhões para o plano safra da agricultura empresarial. Do total de recursos, 63% eram com juros controlados de 8,75% ao ano. O ministro não quis estimar quanto deverá ser concedido neste ano.

Ivan Wedekin, secretário de política agrícola do ministério da Agricultura, ponderou que o volume de recursos deste ano levará em conta que a demanda será menor, em razão da esperada queda da área cultivada..

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Lucia Kassai)