A fama do tabaco baiano, especialmente aquele produzido no Recôncavo, corre mundo. E há muito tempo. Atraído por essa fama, o alemão Geraldo Dannemann veio para o Brasil e começou a fabricar charutos em 1873, em São Félix. A empresa passou por altos e baixos, mas ainda se mantém como uma das maiores fabricantes de charutos da Bahia, produzindo de 100 mil a 150 mil unidades/ano. “São 100% exportados para a Europa”, informa o diretor da Cia.
Brasileira de Charutos Dannemann, Raimundo Barbosa Sampaio Filho.
As características nobres do fumo do Recôncavo atrairam também a família Menendez, que produzia em Cuba os famosos charutos Montecristo e H. Upmann e radicou-se na Espanha após a revolução capitaneada por Fidel Castro, em 1960. Em 1977, nascia a Menendez & Amerino, uma sociedade bem-sucedida com o produtor baiano Mário Amerino Portugal. Maior fabricante de charutos do Brasil, a empresa tem sede em São Gonçalo dos Campos, onde produz três milhões de unidades de charutos/ano e 8,5 milhões de cigarrilhas. Entre 25% e 30% vão para exportação.
Enquanto reclama da pesada carga tributária sobre sua atividade – exatos 111,74% –, “dom” Félix Menendez Toraño explica que não dá para classificar o melhor ou pior tipo de tabaco. “Há muita semelhança entre fumo e vinho.
Um vinho, ou um fumo, é diferente do outro, tem sua característica própria”.
Ele e Mário Amerino apontam os impostos como a principal razão da decadência da cultura fumageira e da produção de charutos. “Nas décadas de 40 e 50, a
Tabaco baiano tem fama mundial
22/05/2006
Tabaco baiano tem fama mundial