Açúcar remunera quase 30% mais que o álcool
O açúcar está remunerando cerca de 30% mais que o álcool combustível, segundo levantamento da
"Temos um viés açucareiro nesta safra", afirmou Martins Borges, lembrando que os preços na bolsa de Nova continuam em alta. Nos últimos 12 meses, a commodity acumula valorização de 82,2%.
"Os fundamentos para o açúcar não mudaram. O mercado internacional trabalha há pelo quarto ano consecutivos sem excedente de produção", disse o analista.
Em pleno pico da colheita de cana no Centro-Sul, quando tradicionalmente os preços do açúcar e do álcool recuam por conta da maior oferta do produto, as cotações dos dois produtos mantêm-se firmes, sem dar sinais de que possam ceder no curto e médio prazo, segundo analistas ouvidos pelo Valor.
Na sexta-feira, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 50,70, alta de 77% sobre igual período de 2005, segundo o Cepea. Na comparação com o início de janeiro, período de entressafra, os preços estão 10% mais valorizados.
As cotações do álcool também seguem firmes, como reflexo da atual tendência de produção voltada para o açúcar. "O álcool também está com forte demanda no mercado externo", afirmou Marcelo Andrade, da
Em junho, o Índice de Preços no Atacado (IPA), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), avançou de 0,46% para 1,06%, motivado em parte pelo alta do preço da cana, que subiu 8,57% no período.