Argentina pede informações sobre foco da doença de Newcastle no RS
No mesmo dia em que Santa Catarina anunciou a abertura de corredores sanitários para a passagem de produtos industrializados de aves do Rio Grande do Sul, após a confirmação de foco da doença de Newcastle no município de Vale Real, o governo argentino solicitou ao Ministério da Agricultura informações detalhadas sobre a localização do foco e as ações sanitárias adotadas. A atitude aumentou o temor de um eventual bloqueio das exportações gaúchas, mas segundo o superintendente federal da Agricultura no Estado, Francisco Signor, os dados foram repassados na sexta-feira e até então não havia sinais de que o país vizinho iria impor algum tipo de embargo.
Em Santa Catarina, o secretário da Agricultura Felipe Luz decidiu abrir três corredores sanitários pelas rodovias BR 116 (que passa por Lages), BR 153 (por Concórdia) e SC 480 (por Chapecó). A divisa entre os dois Estados foi fechada quinta-feira pela manhã, mas à noite Luz recebeu relatório do governo gaúcho sobre as medidas de combate ao foco, registrado no início de maio em uma propriedade que tinha 44 aves. O ministério e a secretaria gaúcha também já haviam estabelecido uma zona de risco num raio de 10 quilômetros ao redor da área e iniciado a coleta de amostras na região para exame laboratorial. O governo catarinense manteve fechado o trânsito de aves vivas do Rio Grande do Sul.
De acordo com Hamilton Farias, presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado (Cidasc), as medidas serão mantidas até novas informações do Rio Grande do Sul.
São Paulo também criou corredores sanitários por causa do foco de Newcastle. Segundo a Secretaria de Agricultura paulista, a entrada de aves domésticas, exóticas e silvestres, seus produtos e subprodutos e materiais de multiplicação do Rio Grande do Sul será permitida pelos corredores na divisa com o Paraná: rodovia SP 425, rodovia BR 153, rodovia SP 333, rodovia SP 258 e rodovia BR 116. A entrada de ave ou produto da região circunscrita no raio de 10 quilômetros do foco está proibida. (Colaborou Vanessa Jurgenfeld)