Nordeste é alternativa para comercialização do molusco
A produção de ostras em Santa Catarina geralmente é feita por pequenos produtores, em áreas próximas às suas casas. Há, no entanto, cinco empresas de pequeno porte na Grande Florianópolis atuando no mercado. Elas vendem principalmente para fora do Estado - para o Nordeste, por exemplo - porque já têm o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
O mercado nordestino é uma opção para driblar os produtores que ainda não têm o SIF, mas que mesmo assim enviam a produção para Estados próximos como São Paulo, por transporte rodoviário, e que praticam preços mais baixos. É também um caminho para um setor que concorre com as ostras nativas de Cananéia, no litoral paulsita, e que ainda não exporta já que o Brasil não tem acordos sanitários com outros países para esse tipo de comércio.
"Já tivemos visitas de portugueses, mas ainda não podemos fazer negócios", diz um dos sócios da
A intenção é melhorar a imagem do alimento. Segundo Brognoli, o mercado paralelo - que comercializa ostras sem inspeção - contribui para uma imagem negativa do produto, porque há riscos de o molusco não chegar em condições próprias para o consumo, especialmente quando transita longas distâncias, sem embalagens adequadas.
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Entre ostras e mexilhões (ou mariscos), a produção de Santa Catarina chega a 20 mil toneladas. Segundo a Epagri, o Estado responde por 92% da produção nacional de ostras. Atualmente está em discussão no Estado um novo Plano Local de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM), que segundo a Epagri, pode incrementar a produção total para 100 mil toneladas. (VJ)