Commodities Agrícolas
Ameaça frustrada
A momentânea ausência de ameaça climática concreta aos pomares de laranja da Flórida fortaleceu um movimento de liquidação especulativas que motivou forte retração das cotações do suco ontem em Nova York. Os contratos para julho, cujo último dia de negociações é hoje, caíram 1.000 pontos (4,72%), para US$ 1,5695, ao passo que setembro fechou a US$ 1,5655, em queda de 775 pontos. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires notaram que, nas últimas seis semanas, os preços subiram por conta da ameaça de tempestades e furacões nos EUA, e que o tombo, com o horizonte até agora tranqüilo, é normal. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 9,61 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq.
Álcool mais lucrativo
Relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), divulgado ontem indica que é mais vantajoso no país converter a cana e beterraba usadas para a produção de açúcar para álcool, considerando que os preços do combustível no mercado americano está em torno de US$ 4 o galão, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Se os preços do álcool se mantiverem nesses patamares, é vantagem a conversão das matérias-primas para o combustível. A previsão é de que os preços do álcool recuem para US$ 2,40 em 2007. Em Nova York, os contratos de açúcar para março fecharam a 16,86 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 36 pontos em relação ao pregão anterior. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 51,34, segundo o índice Cepea/Esalq.
Recuperação em NY
Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, recuperando parte das perdas verificadas nos últimos pregões. Os contratos para dezembro fecharam a 52,30 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, aumento de 42 pontos em relação ao pregão anterior. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires informaram que os traders foram compradores de posições futuras. As vendas especulativas e a ligeira valorização do dólar sobre as moedas estrangeiras não foram suficientes para derrubar as cotações. O mercado continua atento ao clima nas regiões produtoras de algodão dos EUA. No Texas, maior produtor da fibra, a estiagem afetou as lavouras nos últimos meses. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,3086 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.
Modesta valorização
As cotações da soja registraram modesta alta ontem na bolsa de Chicago, sustentadas pelo clima favorável às lavouras americanas. Os contratos com vencimento em julho subiram 1 centavo de dólar por bushel, para US$ 6,03, enquanto os futuros para entrega em novembro encerraram o dia negociados a US$ 6,2975, 2 cents a mais que na sexta-feira. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires observaram que a valorização poderia ter sido maior, mais próxima da do milho, mas que a "febre" que cerca o segundo, por causa do etanol, desviou a atenção do mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos da soja atingiu R$ 27,96, com variação positiva de 1,05% sobre sexta. No acumulado deste mês de julho, a alta chegou a 1,82%.