Pasto cuidado, gado bem nutrido
Escolha da cultivar adequada, manejo da pastagem e adubação correta são essenciais
Espécies a serem cultivadas, além de categoria animal e condições de clima e solo, interferem na qualidade da pastagem. Segundo o pesquisador José Alexandre Agiuva da Costa, da Embrapa Gado de Corte, antes de formar o pasto, é preciso definir o tamanho da área a ser cultivada, conforme a lotação, a adubação e a fertilidade do solo.
A época ideal para reformar o pasto é durante o período das águas, para garantir a umidade suficiente do solo, mas o planejamento pode ser feito desde já. “No caso de gado de corte, recomendam-se, em média, duas unidades animais por hectare ao longo do ano em pastagem cultivada, bem manejada e adubada adequadamente, segundo a análise do solo”, diz.
Para o Centro-Oeste, cujos solos são pobres, Costa recomenda atenção à calagem e à adubação à base de NPK, além de micronutrientes. “É importante também a mineralização do gado, fornecida à vontade, no cocho, durante todo o ciclo.”
PASTO DEGRADADO
O pesquisador da Embrapa afirma que o maior problema da pecuária do Centro-Oeste - que concentra o maior rebanho de corte brasileiro - é a pastagem degradada. “Três medidas podem eliminar 95% desse problema: a escolha da cultivar adequada para as condições edafoclimáticas da região; o manejo do pasto, com lotação ajustada à capacidade de suporte da forrageira; e a reposição de nutrientes via adubação”, observa.
Conforme explica, esses três fatores tornam a planta mais resistente à seca, a pragas e doenças, mantendo a produtividade e a qualidade da pastagem por um prazo mais longo. “Uma coisa é ligada a outra: animal bem nutrido sofre menos com parasitas e tem melhor conversão alimentar.”