Commodities Agrícolas
Efeito retardado
Uma reação tardia à previsão de safra de laranja da Flórida divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na quarta-feira - queda menor que a esperada - e a ausência de danos provocados por furacões aos pomares do Estado americano provocaram forte baixa das cotações do suco de laranja ontem (dia 13) na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,5630 por libra-peso, com recuo de 445 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,5650, tombo de 400 pontos. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 9,85 na média paulista, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Influência negativa
Pressionadas pela queda das cotações do trigo, vendas técnicas e ausência de compras especulativas, os preços da soja encerraram a sessão de ontem (dia 13) em baixa na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão a US$ 5,9750 por bushel, em baixa de 5,50 centavos de dólar. Já os futuros para entrega em novembro caíram 7,50 centavos de dólar, para US$ 6,22. De acordo com a Dow Jones Newswires, esse é o menor patamar em uma semana. Traders afirmaram, a partir das últimas previsões meteorológicas, que o clima no Meio-Oeste americano atualmente não apresenta risco às lavouras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão caiu 0,18%, para R$ 16,93. No mês, há valorização acumulada de 0,54%.
Realização de lucros
Em uma quinta-feira marcada pela ausência de novidades ligadas aos chamados "fundamentos" do mercado, as cotações do milho recuaram em Chicago, pressionadas por realizações de lucro e pela queda dos preços do trigo. Os contratos futuros para julho recuaram 6,75 centavos de dólar por bushel e fecharam a US$ 2,5250, ao passo que os papéis para entrega em dezembro encerraram o pregão a US$ 2,76, em baixa de 8 centavos. O clima em regiões produtoras dos Estados Unidos preocupa traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, que consideraram as previsões meteorológicas de ontem (dia 13) confusas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão recuou 0,18%, para R$ 16,93; no mês, há alta de 0,54%.
Queda livre
Valorizados por altas nas últimas semanas, os preços do trigo não resistiram a um vigoroso movimento de realização de lucros e despencaram ontem (dia 13) nas bolsas americanas, atingindo o menor patamar em mais de duas semanas. Em Kansas, os contratos com vencimento em setembro perderam 23,75 centavos de dólar por bushel e fecharam a US$ 4,9350; em Chicago, o mesmo vencimento encerrou a sessão a US$ 3,9550, em baixa de 19 centavos de dólar. Preocupam os traders americanos o tamanho da demanda por trigo de inverno nos EUA, conforme a agência Dow Jones Newswires. No mercado interno, a saca de 60 quilos do grão saiu por R$ 19,70, em média, no mercado paranaense. Na quarta-feira, a média foi de R$ 19,78.