Estudantes debatem mídia e o semi-árido
Os estudantes de jornalismo e pedagogia participaram ontem em Juazeiro (a 500 km de Salvador) do Seminário Mídia e Convivência com o SemiAacute;rido para discussão do papel da mídia na divulgação da convivência do homem com a região.
< P align=justify>O assunto é constantemente debatido pelo público acadêmico local com base na realidade observada e pelos trabalhos desenvolvidos por instituições que buscam melhorar a vida da população.
< P align=justify>Promovido pelo curso de Jornalismo do Departamento de Ciências Humanas da Uneb e pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada, o encontro retrata vivências e experiências, idéias e atitudes a serem pensadas e concretizadas em todas as esferas da sociedade.
< P align=justify>IDÉIAS A maioria das colocações revela a preocupação com o papel da imprensa dando pinceladas numa parcela de culpa em torno da escassez de matérias que mostrem experiências que dão certo, idéias que surgem e resultados de projetos e programas que mostrem as práticas desenvolvidas na região.
< P align=justify>Para a estudante de jornalismo Lorena Amorim, que faz parte do Movimento de Organização Comunitária (MOC), ‘a falta de interesse por parte dos jornalistas em conhecerem mais sobre o semiaacute;rido’ pode ser o causador da ausência de boas reportagens.
< P align=justify>Além das experiências do MOC e do trabalho da organização no contexto do semiaacute;rido foi mostrado ao público que ‘há pouco espaço na mídia para as propostas de convivência com o semiaacute;rido e políticas públicas. O assunto não aparece como prioridade para os meios de comunicação’.
< P align=justify>Os alunos questionaram sobre existência de espaços de escrita em projetos ligados à Educomunicação do MOC, preocupação com uma possível identificação do ‘homem do semiaacute;rido’ com linguagem, identidade e costumes próprios’ que possam ser definidos, além da preocupação com a participação mais freqüente das pessoas nos problemas ambientais. O questionamento da professora Odomaria Bandeira, com dissertação sobre Convivência com o SemiÁrido é de ‘por que não se fala mais Nordeste e sim semiaacute;rido?’ ‘É preciso ressaltar a produção jornalística marcada pela prática jornalística, sabendo que a história das cidades é fundamental para essa ligação e a melhoria dos problemas’.
< P align=justify>Para a jornalista Simone Moraes, ‘o trabalho do jornalista não é individual, existe o interesse do público, os problemas não são únicos de uma região, estão em todos os lugares e devem ser descobertos independentes dos interesses individuais’. O seminário termina hoje com o tema “Mídia, Educação e SemiAacute;rido”.