Importador de algodão quer fornecedor confiável

20/07/2006

Importador de algodão quer fornecedor confiável

Qualidade, preço e oferta garantida o ano inteiro. Essas são as principais exigências dos compradores internacionais de algodão, apresentadas, na semana passada, pelos membros do programa Brazilian Cotton Lint, criado para promover o algodão brasileiro no exterior.

Os participantes do programa aproveitaram o Clube da Fibra, evento que reuniu cotonicultores e representantes da cadeia do algodão em São Paulo, para divulgar os resultados da Cotton Tour First Class, missão que visitou, de 29 de setembro a 21 de outubro de 2005, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Turquia, China e Austrália.

Segundo o coordenador da viagem, o consultor André Pessoa, o objetivo da missão foi “ouvir o cliente”. Isto é, identificar necessidades, queixas e elogios ao produto nacional. “Foi uma viagem de promoção e aprendizado”, diz. “Na Austrália, onde é produzida a melhor fibra do mundo, nosso objetivo foi aprender formas de agregar valor ao algodão, já que o produto australiano é um concorrente de ótima reputação no mercado.”

CHINA E TURQUIA

Segundo Pessoa, a missão deu atenção especial à China e à Turquia, os dois maiores importadores mundiais de algodão. O consumo chinês, que cresce, em média, 14% ao ano, triplicou nos últimos dez anos. Em 2006, as importações chinesas foram de 4 milhões de toneladas.

Já a Turquia, que é abastecida pelo algodão americano, importou 600 mil toneladas. “Temos de produzir conforme as exigências do mercado.” Oferta constante é trunfo dos EUA, que, por garantirem algodão o ano inteiro, entraram no disputado mercado turco. “Oferta e pronta entrega são qualidades cada vez mais valorizadas”, diz o produtor Jorge Maeda.

O produtor Walter Horita diz que uma das lições tiradas da produção australiana é relacionada à qualidade, que começa no campo e termina no beneficiamento. Além de investimentos em pesquisas e infra-estrutura, os cuidados em todas as etapas de produção são prioridade. “Temos que investir em melhoramento genético, logística e qualidade”, finaliza.