Setor de cavalos rende R$ 7,3 bi (estado de São Paulo)

20/07/2006

Setor de cavalos rende R$ 7,3 bi

 

Número foi apurado em pesquisa completa sobre o agronegócio de eqüinos no País

 

O agronegócio ligado aos cavalos no País movimenta R$ 7,3 bilhões ao ano e é responsável por 640 mil empregos diretos. Contabilizados os empregos indiretos, o total sobe para 3,2 milhões de postos, todos inseridos em atividades formais. Estes dados e muitos outros constam no Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo, divulgado ontem, em Brasília (DF), pela Comissão Nacional do Cavalo, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O levantamento, realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq/USP), pesquisou quase 30 setores ligados ao cavalo, entre mais de 100 identificados.

Segundo o presidente da Comissão Nacional do Cavalo e da Câmara Setorial da Eqüideocultura do Ministério da Agricultura, Pio Guerra, além do faturamento anual e dos empregos oferecidos pelos setores ligados aos eqüinos, outra surpresa do estudo foi o peso da mão-de-obra na indústria de selaria, formada por pequenas empresas nacionais. “Estima-se que 12 mil pessoas estejam ocupadas nesse segmento, que fatura R$ 174,6 milhões ao ano”, observa. “Além disso, a mão-de-obra representa 70% do preço final de uma sela.”

Guerra destaca outra conclusão do estudo: entre os que declararam ter empregados nas fazendas, 85,26% afirmaram que são funcionários formalmente registrados, “um índice bastante elevado”.

“Há um enorme potencial de crescimento do agronegócio cavalo, até porque o País ainda tem 100 milhões de hectares agricultáveis, e onde vai o rebanho bovino, o cavalo acompanha”, diz Guerra. Estima-se que, dos 5,9 milhões de cavalos existentes no País, 5 milhões estejam na lida do campo.

DADOS GERAIS

Segundo o estudo, as atividades do cavalo ligadas à lida no campo movimentam R$ 3,95 bilhões, sendo que, deste total, R$ 3,39 bilhões referem-se à remuneração da mão-de-obra; R$ 411,3 milhões aos gastos com manutenção de animais e R$ 148,9 milhões aos gastos com reposição dos animais.

O estudo estima que, em 2004, o mercado de produtos veterinários para eqüinos movimentou R$ 54 milhões, o que representa 2,6% do faturamento da indústria veterinária. A indústria de rações, por sua vez, produz para cerca de 360 mil eqüinos. O levantamento apurou o consumo estimado de 320 mil toneladas de ração/ano no setor, ou R$ 53 milhões.