Commodities Agrícolas
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As compras feitas por fundos de investimentos e as previsões de clima seco nas regiões produtoras de algodão dos EUA deram sustentação aos preços futuros da pluma na sexta-feira. Os contratos para dezembro fecharam a 55,46 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 127 pontos sobre o pregão anterior. A produção de algodão nos EUA está estimada em 20,5 milhões de fardos para a safra 2005/06, mas poderá cair para algo entre 19,5 milhões e 18,5 milhões de fardos por conta dos problemas climáticos, sobretudo na região produtora do Texas. Novas ondas de calor estão previstas para o mês de agosto. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2537 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita no Centro-Oeste já atingiu 30% do total.
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Argentina colhe
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A colheita da safra 2005/06 de soja na Argentina está praticamente concluída, segundo informações da Secretaria de Agricultura daquele país à Reuters. Até o dia 20 de julho, os produtores tinham colhido 99% das 15,3 milhões de hectares plantados com o grão, mantendo o mesmo ritmo observado na safra passada. A expectativa é de que os argentinos registrem uma produção de 40,2 milhões de toneladas. Na região de Chaco, quinta maior província produtora da Argentina, ainda resta colher 1% da safra, segundo a Reuters. Em Chicago, os preços futuros caíram por conta da melhora do clima. Os contratos para setembro fecharam a US$ 5,8450 o bushel, queda de 7,50 centavos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 27,24, segundo o índice Cepea/Esalq.
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Clima mais ameno
O clima mais ameno na região do Meio-Oeste dos Estados Unidos tirou o suporte dos preços futuros do milho na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 2,5350 o bushel, com recuo de 5,75 centavos sobre o pregão anterior. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que a expectativa do mercado é de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgue melhora nas condições de lavouras de milho daquele país. As temperaturas mais baixas observadas durante a semana passada nas regiões produtoras podem melhorar as perspectivas da safra, que entra agora em fase de polinização. A região produtora tinha sido afetada por forte estiagem. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 16,51, segundo o índice Cepea/Esalq.
Especulação derruba
Os preços futuros do suco de laranja fecharam em queda, na sexta-feira, pressionados por vendas especulativas no mercado. Os contratos de suco para novembro fecharam a US$ 1,5720 a libra-peso, na bolsa de Nova York, com queda de 65 pontos em relação ao pregão anterior. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que o mercado está atento a notícias de que o clima poderá ameaçar as lavouras de laranja da Flórida. Estimativas da
ndicam chuvas contínuas até terça-feira naquela região. Nas últimas semanas, os preços do suco registraram forte alta por conta dos problemas climáticos e com a expectativa da entrada da nova temporada de furacões nos EUA. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja às indústrias fechou a R$ 10,42, segundo o Cepea/Esalq.