Compra feita em domicílio ajuda pequenos produtores
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a compra de feijão, milho e farinha de mandioca de produtores baianos.
Qualquer agricultor familiar pode participar das negociações.
De acordo com a superintendente regional da Conab para Bahia e Sergipe, Rose Pondé, a empresa federal vai comprar feijão de agricultores da região de Feira de Santana e Baixa Grande.
“Eles entraram em contato conosco e falaram da previsão de uma boa safra”, detalha. Segundo a superintendente, a Conab deverá destinar R$ 40 milhões para as compras deste ano.
Em Formosa do Rio Preto e Irecê, a empresa prepara-se para a compra do milho e, em São Felipe, Casa Nova e Remanso, de farinha de mandioca. Os produtos são comprados (pelo preço mínimo) a R$ 14 a saca (60 kg) de milho; R$ 47 a saca (60 kg) de feijão e R$ 17 a saca (50 kg) de farinha.
Rose Pondé explica que a atividade da Conab consiste em regular o mercado. Pequenos e grandes produtores lidam com a Conab, que garante o estoque de produtos agrícolas no País.LEILÕES – Dois tipos de produtos são comprados: industrializados, em leilões realizados em Brasília (DF), e agrícolas, divididos em estocáveis e não-estocáveis. Na semana passada, a empresa deu início a leilões para a compra de farinha, feijão, arroz e açúcar.
Os alimentos serão armazenados e, posteriormente, doados em forma de cesta para populações em situação de emergência.
Serão atendidas comunidades indígenas, quilombolas, atingidos por barragens, acampados da reforma agrária e habitantes de terreiros na Bahia, numa parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Por meio da Política de Garantia de preços mínimos (PGPM), desde 1970, a Conab compra os produtos estocáveis. Na Bahia, as regiões de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras têm a maior participação nesse setor, com soja, milho e algodão.
Há duas semanas, a Conab adquiriu 99 toneladas de sisal de produtores de Retirolândia a R$ 0,96 o quilo (produto bruto), informa Rose Pondé. Os estoques são mantidos em armazéns nos municípios de Itaberaba, Ribeira do Pombal, Teixeira de Freitas e Entre Rios. Em Irecê, o armazém local mantém uma central de processamento de grãos, onde os produtos são secos e duram mais tempo.
O Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), por sua vez, atende aos agricultores que se enquadram na respectiva categoria. Desde 2003, a empresa pública beneficia os produtores que tiveram uma safra abundante ou estão sofrendo com a falta de compradores. O valor máximo negociado pela empresa é de R$ 2.500. Agricultores de mais de 100 municípios do Estado participam do PAA e vendem mel, pescados, sucos de fruta, compotas, doces e raízes.
“Nossos técnicos, espalhados pelas unidades operacionais pelo interior, vão ao encontro dos produtores”, explica a superintendente Rose Pondé.
De acordo com informações divulgadas no site da Conab, a saca de 60 quilos de feijão foi comprada pela empresa a R$ 47 há duas semanas.
Cinqüenta quilos da raiz da mandioca, em Cruz das Almas e Irará, foram comprados por R$ 17, no mesmo período.