Até o "rei do algodão" se rende à cana
O grupo
Ainda dentro de seu plano de diversificação, o grupo voltou a se concentrar na produção de algodão em detrimento da soja. Nos últimos anos, o Maeda aumentou sua área para a soja, mas decidiu puxar o freio por conta do cenário adverso para os grãos.
A decisão faz parte da estratégia da empresa, que tem passado por uma reestruturação que envolve inclusive uma reorganização societária, com uma gestão mais profissionalizada, além da organização da grupo em holdings, visando a abertura de seu capital.
"O grupo Maeda tem uma história de pouco mais de 75 anos, sempre com o algodão como foco", disse Jorge Maeda, vice-presidente do conselho de administração da companhia. Mas, segundo Maeda, o crescimento alcançado com algodão e soja já chegou em um limite que atende aos interesses da empresa.
O mercado de energia passou a ser encarado pelo grupo como um caminho para a diversificação das atividades. O Maeda criou a
Na primeira fase do projeto, a nova usina deverá processar aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de cana a partir da safra 2008/09 e atingirá 2,5 milhões de toneladas em 2010. Em uma segunda etapa, a usina dobrará sua capacidade de moagem para 5 milhões de toneladas.
Neste novo empreendimento, dos R$ 200 milhões que serão investidos 80% serão financiados, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (
De acordo com Maeda, o segmento de energia do grupo deverá representar cerca de 50% do faturamento da companhia - hoje em torno de US$ 100 milhões - nos próximos quatro anos.
Em algodão, os Maeda pretendem ampliar a produção em 30% na nova safra, a 2006/07. A colheita neste ciclo está estimada em 27 mil a 28 mil toneladas, com 70% do total voltado para exportação. A produção de soja está estimada em cerca de 110 mil toneladas, com 100% vendidos no exterior.
A produção de algodão do grupo estava concentrada em São Paulo, na região de Ituverava. Mas, seguindo a tendência do setor, o grupo decidiu transferir sua produção para o Centro-Oeste e oeste baiano, novas fronteiras agrícolas.
Mônica Scaramuzzo