Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

03/08/2006

Commodities Agrícolas

 

Fundos pressionam

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda, ontem, nas bolsas internacionais, pressionados por vendas de fundos. Na bolsa de Nova York, os contratos para março foram negociados a 15,03 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 33 pontos. Em Londres, os contratos para dezembro encerraram a US$ 428,10 a tonelada, com recuo de US$ 9,70. Analistas de mercado estão atentos à boa produção de açúcar do Brasil, Índia e Tailândia, mas ponderam que a boa demanda por álcool no Brasil e também no mercado externo ajuda a sustentar as cotações da commodity. No mês de julho, o Brasil exportou cerca de 500 milhões de litros de álcool. No mercado paulista, a saca de 50 quilos de açúcar fechou a R$ 48,22, segundo o índice Cepea/Esalq.

 
 
Danos incertos

Incertezas sobre o potencial destrutivo da passagem da tempestade tropical Chris por pomares de laranja do sudeste da Flórida motivaram a queda das cotações do suco ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro recuaram 265 pontos, para US$ 1,7285 por libra-peso, ao passo que os papéis para novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,7360, em queda de 295 pontos. Na dúvida, muitos investidores aproveitaram para realizar lucros após a disparada de preços observada na terça-feira, impulsionada justamente por previsões relacionadas ao rumo e à severidade da tempestade. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 10,73 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq.

 
 
Forte alta em NY

Os preços futuros do café atingiram ontem o maior patamar dos últimos 30 dias, impulsionados por forte compra de fundos no mercado internacional. Em Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,0775 a libra-peso, com aumento de 530 pontos sobre o pregão anterior. Na bolsa de Londres, os contratos para novembro encerraram a US$ 1.334 a tonelada, com alta de US$ 56. A alta em Londres reflete o cenário mais apertado na Ásia por café robusta, o que ajudou a dar suporte também aos contratos negociados em Nova York. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão fechou a R$ 225,18, segundo o índice Cepea/Esalq. No Brasil, a colheita de arábica está 50% concluída. As regiões produtoras estão recebendo chuvas, o que está beneficiando os grãos.

 

Vivo sobe em SP

O preço do quilo do frango vivo subiu R$ 0,10 e alcançou R$ 1,00 (na granja) ontem no mercado independente de São Paulo, de acordo com levantamento realizado pela Jox Assessoria Agropecuária. A forte valorização - normalmente os preços oscilam R$ 0,05 para cima ou para baixo em um dia nesse mercado - foi determinada pelo aquecimento da demanda em época de oferta de frango vivo um pouco mais restrita, conforme explicou Oto Xavier, da Jox. A demanda cresceu, segundo ele, por conta das perspectivas de maior consumo neste início de mês em virtude do pagamento dos salários. Apesar da alta, afirma Xavier, a cotação permanece abaixo dos custos de produção - calculados por criadores paulistas entre R$ 1,10 e R$ 1,20 por quilo.