Commodities Agrícolas

07/08/2006

Commodities Agrícolas

 

Liquidação de lucros
 

Os preços futuros do algodão fecharam em queda, na sexta-feira, pressionados por vendas de especuladores e movimento de liquidação de lucros. Os contratos para dezembro encerraram o dia a 56,28 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com recuo de 87 pontos. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires informaram que não há fundamentos que justifiquem a queda. O clima em algumas regiões produtoras de algodão dos EUA continua extremamente seco. A estiagem não afeta somente a região do Texas, mas também inclui o Delta do Mississipi e sudoeste dos EUA. A produção americana está estimada em 19,7 milhões de fardos em 2006/07. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2894 a libra-peso (prazo de 8 dias), segundo o índice Cepea/Esalq.

 

 

Clima dá suporte
 

Os preços futuros do trigo subiram nas bolsas de Chicago e Kansas na sexta-feira. Preocupações sobre as condições de cultivo nos EUA provocaram um movimento de compras especulativas, informou a Reuters. As principais áreas de produção naquele país apresentam falta de umidade no solo e as previsões são de clima seco e quente até o início do outono, quando o cereal é plantado. Em Chicago, o contrato para dezembro subiu 2,75 centavos de dólar, fechando a US$ 4,1725 por bushel. Em Kansas, o contrato para dezembro subiu 0,25 centavo de dólar, para US$ 5,01. A Bulgária elevou sua estimativa de produção de trigo em 2006 em 3%, para 3,2 milhões de toneladas, volume ainda abaixo dos 3,48 milhões alcançados em 2005. No Paraná, a saca ficou estável em R$ 20,21, segundo o Deral.

 

 

Realização de ganhos

Os preços futuros do cacau recuaram na sexta-feira na bolsa de Nova York, com vendas de especuladores, que realizaram ganhos após a forte alta registrada no pregão anterior. Também houve vendas por indústrias. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que a queda do dólar frente à libra e a aproximação do prazo de expiração do contrato de setembro ajudaram a pressionar as cotações. O contrato para setembro recuou US$ 19 e fechou cotado a US$ 1.504 por tonelada. Na bolsa de Londres, também houve vendas por especuladores e o contrato para setembro recuou 11 libras, para 841 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba ficou estável em R$ 47, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).

 

Preços estáveis

Os preços Fob do café brasileiro exportado estão estáveis em US$ 120 a saca de 60 quilos desde o segundo trimestre de 2005, mesmo com a desvalorização do câmbio e volatilidade dos preços internacionais da commodity, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os produtores brasileiros receberam, em média, 86,2% do valor exportado de café arábica em junho de 2006. A média acumulada no primeiro semestre deste ano ficou em 88,7%, 0,5 ponto percentual abaixo da média anual de 89,1% registrada em 2005. Na bolsa de Nova York, os contratos do café fecharam a US$ 1,0945 a libra-peso, sexta-feira, recuo de 50 pontos sobre o pregão anterior. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 228,06, segundo o índice Cepea/Esalq.