Sem danos com a expansão
A expansão da área de cana plantada no país, com previsão de crescer 50% até 2010 com a construção e ampliação de usinas de açúcar e álcool no centro-sul, já repercute na Secretaria do Meio Ambiente, em São Paulo. "Temos 40 projetos batendo na nossa porta", diz o secretário José Goldemberg.
O impacto ambiental, no entanto, não deve ser proporcional ao aumento da área plantada. "Estou confiante que o efeito não será grave. A expansão ocorre principalmente em cima de pasto", diz ele. "Não é mata nativa".
Nos projetos com previsão de produção até 1,5 milhão de toneladas de cana por safra, os processos ambientais são simplificados. Acima deste volume, exigem a aprovação do relatório de impacto ambiental, o EIA/Rima. Nas ampliações de planta que superarem 800 mil toneladas/ano, precisa licenciar. "Projeto bem feito é liberado em 4 a 6 meses", diz Goldemberg. "O atraso ocorre com os projetos insatisfatórios. Somos exigentes".(DC)