Tortuga constrói fábrica no Ceará

11/08/2006

Tortuga constrói fábrica no Ceará

 

A Tortuga, empresa familiar que produz suplementos minerais para nutrição animal e tem sede em Mairinque (SP), desenvolve um plano de investimentos para expandir sua atuação no Nordeste e no Norte do país e também no exterior. A empresa, que neste ano instalou três centros de distribuição no Centro-Oeste, já constrói fábrica de R$ 50 milhões no Ceará e planeja fazer aportes de mais R$ 90 milhões em dez anos.

As obras da nova unidade cearense de suplementos minerais, em São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Fortaleza, começaram há três meses. Do investimento total previsto, 30% será atendido com recursos próprios e o restante será financiado pelo Banco do Nordeste (BNB). A Tortuga programa inaugurar a fábrica em março. Sua capacidade inicial será para processar 10 mil toneladas de produtos por mês, e a meta é ampliá-la para 40 mil toneladas mensais em cinco anos.

Max Fabiani, vice-presidente da Tortuga, diz que a escolha da região deveu-se à proximidade com salinas (o sal é a principal matéria-prima utilizada), com o porto de Pecém (CE) e rodovias que ligam o Nordeste ao Norte e ao Centro-Oeste. "A pecuária do Norte e Nordeste começa a se desenvolver agora e há pouca atuação das grandes empresas nessas regiões", afirma Fabiani. Apontadas como novas fronteiras para o avanço da pecuária brasileira, essas regiões também têm atraído investimentos de outras indústrias de suplementos minerais e de ração.

Como já informou o Valor, sua concorrente Poli-Nutri, por exemplo, recentemente inaugurou uma fábrica de R$ 10 milhões no município de Eusébio (CE), também na região metropolitana de Fortaleza. A Cargill Nutrição Animal, por sua vez, acaba de anunciar a ampliação de sua fábrica em São Lourenço da Mata (PE), com aporte previsto em US$ 5 milhões. E a Nestlé - dona da marca Purina - estuda instalar uma fábrica no Nordeste, mas o projeto é mantido em sigilo.

Segundo Fabiani, a Tortuga também vai exportar a partir da unidade cearense. A empresa vende produtos para 15 países da América Latina e para a Itália. Há um ano, aguarda a aprovação de alguns de seus produtos no México. Em 2005, os embarques da empresa renderam US$ 15 milhões, e o montante deverá alcançar US$ 20 milhões em 2006. O aumento previsto será impulsionado sobretudo pela demanda do Paraguai, que já representa metade das vendas ao exterior. A meta da empresa é exportar o equivalente a US$ 60 milhões por ano até 2010.

Atualmente, toda a produção da Tortuga é concentrada em seu complexo industrial em Mairinque (SP), que fabrica 40 mil toneladas de produtos por mês. A unidade também recebe investimentos em renovação de maquinário.

Em sua estratégia de avanço, a companhia aposta, ainda, na instalação de novos centros de distribuição no país. Em julho, inaugurou um centro em Goiânia (GO), que recebeu investimento de R$ 5 milhões. Nesta semana, abriu uma unidade em Campo Grande (MS) e outra está em construção em Cuiabá (MT). Com os novos projetos, serão 12 centros. Com a expansão em curso, a Tortuga prevê alta de 5% em seu faturamento em 2006. Em 2005, foram US$ 200 milhões, e a meta é alcançar US$ 400 milhões em 2010. A Tortuga informa que é líder do mercado de mineralização, com fatia de 40%.

Cibelle Bouças