Assistência técnica auxilia produtores
Em Ribeira do Pombal, a gerência regional da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) oferece apoio técnico aos produtores de castanha de caju do maior pólo produtor do Estado.
O técnico Osvaldo Costa Miranda diz que a resinose volta e meia ataca pés de caju na região, mas, geralmente, a doença é detectada a tempo. “Quando isso acontece, as plantas são tratadas e se recuperam”, testemunha. A parte superficial da casca é raspada e fungicida à base de cobre é aplicado na área. Doenças como broca-do-tronco também são combatidas pelos técnicos da EBDA.
Muito parecida com a resinose, a broca leva esse nome por formar buracos no tronco e provocar a excreção de resina. O controle se dá por meio da raspagem da resina e a aplicação de inseticidas.
José Augusto Garcia, mestre em caju que também trabalha em Ribeira do Pombal, aponta como uma das possíveis causas da resinose no oeste a irrigação, que umidifica a base do tronco, favorecendo o ataque dos fungos. “Se a irrigação fosse por gotejamento, talvez não teria essa alta incidência da doença”, sugere.
Cerca de 200 agricultores de 20 municípios da região nordeste integram a Cooperativa da Cajuicultura Familiar do Nordeste da Bahia (Cooperacaju), fundada em dezembro do ano passado. A entidade já conseguiu a aprovação de projeto pela Fundação Banco do Brasil, que liberou recursos para a construção de três minifábricas de beneficiamento da castanha em Cícero Dantas, Banzaê e Olindina.
“A castanha será cortada, torrificada em uma estufa e fritada em óleo vegetal e sal”, detalha o agricultor José Roberto de Souza, presidente da Cooperacaju. A perspectiva é que a produção chegue a 300 toneladas de castanha por ano. A utilização do pedúnculo, segundo José Roberto, está em fase de negociação com uma fábrica de suco de Nova Soure e a cooperativa tem projeto de uma beneficiadora de suco e doce no município de Cipó.
Morador do assentamento Curralinho, em Euclides da Cunha, o presidente da Cooperacaju confirma que a EBDA tem apoiado os plantadores de caju da região, que chegam a produzir 33 mil toneladas de castanha por ano.