Nordeste concentra quase a metade das empresas
Quase metade dos cerca de 15 mil empreendimentos solidários está no Nordeste.
Nessa região, estão 6.549 dessas empresas de autogestão, que representam 44% do total. O “Atlas da economia solidária”, do Ministério do Trabalho, revela que as empresas deste segmento estão presentes em 2.274 municípios brasileiros, que representam 41% de todas as cidades do País. Mas o Rio Grande do Sul é o Estado que concentra o maior número de firmas solidárias: 1.634, ou 11% de todas as 15 mil. A grande maioria dos empreendimentos solidários, 8.151, está organizado como associação (grupo de pessoas formalmente associadas). Outros 4.890 foram classificados pelo ministério como “grupo informal”; 1.604 como cooperativa (associados são cotistas); e as 306 restantes se organizam como sociedade mercantil, entre outras formas.
Quase metade das empresas solidárias atua no campo. As “atividades de serviços relacionados com a agricultura” são o ramo de atividade de 2.357 desses empreendimentos.
Em seguida aparecem “fabricação de artefatos têxteis” (909); “cultivo de produtos temporário” (893); “cultivo de cereais” (830); “produção mista: lavoura e agropecuária” (757).
O ministério levantou também os motivos que levaram às pessoas a aderirem a esse modelo. Aparece, em primeiro lugar nessa lista, o “desemprego”, seguido de “obter maiores ganhos”, “fonte complementar de renda”, “desenvolver atividades onde todos são os donos”, entre outras razões. O governo apurou também a participação de homens e mulheres nos empreendimentos solidários.
Os homens são maioria, 64%, entre os 1,250 milhão de associados. As mulheres, 36%.
Quanto às dificuldades encontradas, 61% das empresas solidárias responderam ter problemas na comercialização; 49% disseram ter dificuldade para acessar crédito; e 27% não tiveram acesso a acompanhamento, apoio ou assistência técnica. Os associados e cooperados da região Norte sentem mais essas dificuldades.