Instituto quer organizar cadeia produtiva do feijão
Ibrafe reivindica que o Ministério da Agricultura normatize o setor, fiscalizando empresas
Na semana passada, representantes da cadeia produtiva do feijão estiveram reunidos na capital para discutir e apontar soluções para os principais problemas do setor. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Legumes Secos (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders, um dos principais pontos levantados foi a normatização do setor, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “A idéia é garantir a qualidade do produto desde o plantio, até chegar à prateleira para o consumidor”, diz. Hoje, o Paraná é o maior Estado produtor, seguido por Minas.
Lüders afirma que o setor de empacotamento é o que mais precisa de ajustes. “Muitas empresas não têm mínimas condições estruturais ou de higiene”, afirma. “O Ibrafe condena a falta de adequações técnicas.”
Lüders diz que a prioridade para o setor é buscar a auto-regulamentação. A idéia é que o Mapa crie normas específicas para o empacotamento de feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico. “Com exigências do Inmetro e do Mapa e fiscalização rigorosa, a qualidade aumenta e o setor fica mais consciente.”
Para isso, o Ibrafe aposta no Título de Relacionamento, que garantirá a adoção de boas práticas de produção. “Pelo título, o setor será normatizado dentro de um programa criterioso, semelhante ao sistema de produção integrada (PIF).”
Para o futuro, o Ibrafe aposta na certificação de toda a cadeia produtiva. Ou seja, todos os envolvidos deverão adotar boas práticas de produção para serem certificados.
CÂMARA SETORIAL
Outro projeto que já está engatilhado é a criação de uma câmara setorial para a leguminosa. “O Mapa já se manifestou favorável.” Para março de 2007 está programado, na capital, o 2º Fórum Brasileiro de Comercialização do Feijão. “Vamos organizar um calendário oficial de reuniões, para apontar oportunidades para toda a cadeia”, diz Lüders.
(SERVIÇO)SAIBA MAIS:
Ibrafe, tel. (0--41) 3259-4433
Fernanda Yoneya