Manejo para colher o ano todo

31/08/2006

Manejo para colher o ano todo

Gastos com sementes, estufa e fertiirrigação garantem qualidade

Para garantir a produção de 4 toneladas de rúcula por semana - chegando a 6 toneladas no verão, época de maior demanda por hortaliças - o horticultor Stefan Adriaan Coppelmans, de Holambra (SP), também não abre mão da tecnologia, da semente ao produto final. No Sítio Rio Verde, a maior parte do plantio é feita em estufas e com fertiirrigação, “para garantir qualidade e ter oferta o ano inteiro”, diz Coppelmans.

Segundo o superintendente de uma empresa de estufas agrícolas, Antônio Carlos da Silva Luz, o mercado na área da agricultura protegida tem crescido de 10% a 15% por ano. O crescimento se deve, principalmente, à maior exigência do consumidor por produtos de qualidade. Outro fator importante, diz, é a proteção proporcionada pela estufa. “A cada ano aumentam os problemas climáticos, um risco constante para a produção em céu aberto.”

Apesar do crescimento do setor, ele diz que um dos entraves para investir na estufa é o alto custo. Entretanto, os ganhos posteriores são maiores, sobretudo na entressafra. “O produtor melhora a produtividade, aumenta a oferta e garante o cumprimento de contratos.”

Na busca para atender a consumidores cada vez mais exigentes, a indústria de máquinas tem papel fundamental. As principais marcas de tratores, por exemplo, oferecem máquinas mais estreitas e de potências menores, necessárias na horticultura.

Nessa área, a transplantadora de mudas de alface de uma empresa argentina chama a atenção dos produtores. Segundo o agrônomo e técnico da empresa, Huberto José Santana, o implemento foi desenvolvido para atender a esse mercado, carente de mão-de-obra.

PLANTIO HOMOGÊNEO

Além disso, a máquina melhora a qualidade visual do produto final. “O transplante de mudas feito manualmente não garante um plantio homogêneo. A máquina garante plantas com o mesmo formato e porte. Todas as mudas são plantadas na mesma profundidade e no mesmo espaçamento.” Santana também acredita que o produtor investe cada vez mais em tecnologia. “É preciso, para ser competitivo.”

Para o gerente de Vendas de outra fabricante, Nelson Watanabe, os números comprovam o crescimento do setor. Em dez anos, diz Watanabe, com o incentivo do Pronaf, as vendas triplicaram. Em 1995 a empresa vendia em torno de 600 unidades de tratores/ano. Em 2005, foram 2 mil unidades.

Niza Souza