Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

05/09/2006

Commodities Agrícolas


Alta supera 60%
 

Desde que iniciou um movimento de alta, no dia 2 de agosto, até ontem, o frango vivo já subiu 61,1% em São Paulo, segundo apurou a Jox Assessoria Agropecuária. Naquela data, a cotação da ave viva na granja estava em R$ 0,90 o quilo; ontem fechou a R$ 1,45. A menor oferta no mercado independente sustenta a valorização dos preços, de acordo com Oto Xavier, da Jox. Comentários no setor davam conta que até empresas exportadoras estariam procurando frango vivo no mercado. A venda de ave resfriada também está aquecida, já que o frango continua mais barato do que outras carnes. Ontem, a cotação do resfriado no médio atacado paulista fechou em R$ 1,88 o quilo, segundo a Jox. Estava em R$ 1,78 na sexta-feira passada. No dia 4 de agosto, em R$ 1,50.


Clima derruba
 

Os preços futuros do cacau recuaram ontem na bolsa de Londres, com vendas por especuladores, influenciados pelas notícias de clima favorável à evolução das lavouras na África, principal região produtora da amêndoa. O contrato com entrega para dezembro recuou 8 libras, para 841 libras por tonelada. Segundo a Reuters, na Costa do Marfim, responsável por um terço da produção mundial de cacau, as chuvas constantes acompanhadas de clima quente têm ajudado na floração dos cacaueiros no início desta safra, que vai de setembro a março. A preocupação dos produtores repousa sobre o avanço da podridão parda e outras doenças causadas por fungos. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba baixou 2%, para R$ 45,50, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).


Cenário indefinido

Os preços futuros do açúcar refinado registraram tendências opostas durante o pregão de ontem em Londres, devido ao movimento de vendas especulativas e de fundos no mercado internacional. Segundo a Reuters, os contratos para dezembro permaneceram inalterados em US$ 359,50 por tonelada, mas os negociados para outubro fecharam com alta de US$ 5, para US$ 374 por tonelada. Na opinião de especialistas, as perspectivas de um grande superávit global de açúcar continua pesando nas negociações, que tiveram na semana passada a maior queda em sete meses. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou ontem a R$ 38,58 - com queda de 1,76% em relação ao dia anterior - segundo o indicador Cepea/Esalq.

Oferta reduzida

O café robusta registrou alta ontem em Londres devido a preocupações de que problemas nos depósitos de água na Itália irão reduzir a oferta no mercado no momento em que a produção no Vietnã, maior produtor do grão, recua. Os preços futuros para a tonelada de café subiu 1,3%, totalizando alta de 32% neste ano, para US$ 1.557. Devido ao feriado nos EUA, não houve negócios em Nova York. Na sexta, o grão arábica havia fechado o pregão nova-iorquino com queda de 0,4%, para US$ 1.076 a libra-peso. O serviço do Departamento de Agricultura dos EUA para o exterior estima que a produção vietnamita cairá 15% entre janeiro e setembro deste ano, para 740 mil toneladas. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café arábica fechou a R$ 232,27, uma queda de 0,33%, segundo o Cepea/Esalq.
.