Dois homens são detidos com potes de palmito ilegal em Una
Dois homens foram detidos por técnicos ambientais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), com 60 potes cheios com palmito, extraído da jussara, palmeira nativa da Mata Atlântica, cujo corte é proibido pelo órgão. Cada pote contém seis hastes de palmito in natura, o equivalente a 120 palmeiras cortadas, numa área da Fazenda Gabriela, no distrito de Independência, município de Una, distante 548 quilômetros ao sul de Salvador.
Sérgio Setenta Filho e Eronildo Oliveira Macedo, flagrados com o palmito, declararam que o proprietário da fazenda não sabe que eles estavam cortando as palmeiras.
Os acusados disseram que levavam as plantas cortadas para uma fazenda vizinha, onde produziam o palmito in natura. Além de ilegal a fábrica existente no local era rústica, clandestina, sem higiene e foi fechada.
Ainda segundo os dois infratores o produto ia ser vendido, por R$ 18 o pote, a uma pessoa identificada como “Baixinho”. Seria a primeira venda que iriam fazer ao atravessador, com quem teriam feito acerto de entregar a mesma quantidade toda semana.
A multa por quilo de palmito varia entre R$ 100 e R$ 500, segundo o Decreto 3.169/99. Sérgio Filho e EronildoMacedo foram ainda autuados na Lei 9.605/98 de Crimes Ambientais, e serão denunciados ao Ministério Público.
AVES – Na madrugada de ontem, os técnicos do Ibama transportaram para o Centro de Triagem de Vitória da Conquista ( a 509 km de Salvador, na região sudoeste do Estado), as quase 600 aves que foramapreendidas em feiras, residências e com traficantes, em seis cidades do sul do Estado, durante uma operação que durou seis dias. Segundo a coordenadora de fauna do Ibama, Maria Inês Mendes, apenas cinco morreram, porque estavam muito debilitadas, doentes, e sem alimentação.
De acordo com a coordenadora do órgão, o volume de aves apreendido foi além da expectativa, mas nenhuma teve problemas por causa do transporte, em caminhonetes, do cativeiro ilegal até a sede da Ceplac. Maria Inês explica que no ato da apreensão, as gaiolas são postas umas sobre as outras no veículo, mas na estrada os pássaros são colocados em caixas apropriadas e transportadas até o local de destino, em segurança e sem perigo de se machucarem mais.
O papagaio, com um olho machucado, já saiu sem a crosta que encobria a pálpebra, e a jaguatirica, com infecção e desidratada por causa da cachaça, foi tratada com pedialite e está fora de perigo.
Ontem a coordenadora fechou a autuação dos proprietários das três rinhas, interditadas durante a operação, onde foram apreendidos 150 galos de briga. Nilson Bastos Guimarães, dono da rinha em Itapé, foi multado em R$ 10,6 mil.
As duas rinhas de Itabuna eram de propriedade de Kleber Wenceslau Souza, multado em R$ 20,6 mil, e José Idelfonso Figueiredo, em R$ 3,6 mil. Os três também foram enquadrados na Lei 9.605/98 e denunciados ao Ministério Público por crime ambiental.
ANA CRISTINA OLIVEIRA