Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

13/09/2006

Commodities Agrícolas


Novas mínimas
 

Os preços futuros da soja fecharam em queda ontem, na bolsa de Chicago, atingindo patamares mínimos em todos os contratos, pressionados pela queda das cotações do trigo e do milho no mercado internacional. A proximidade da colheita nos Estados Unidos também ofereceu pressão às cotações do grão. A previsão é de que a colheita americana do grão se inicie nos próximos dias. Os contratos para setembro registraram queda de 4,75 centavos, negociados no pregão a US$ 5,2725 por bushel. Os de novembro perderam 6 centavos, para US$ 5,3850 o bushel. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que os fundos venderam quatro mil lotes durante o pregão. No mercado paulista, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 27,85, alta de 0,14%, segundo índice Cepea/Esalq.


Cobertura de posição
 

Os preços futuros do açúcar fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, impulsionados por cobertura de posição por parte dos fundos. Os contratos para março encerraram o o pregão a 12,56 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 18 pontos sobre o pregão anterior. Analistas de mercado ouvidos pela Reuters disseram que o pregão abriu em alta puxado pelas compras de especuladores. Os fundamentos ainda são mistos para o mercado de açúcar. Os analistas estão atentos ao movimento das usinas brasileiras em relação ao mix de produção da cana. A expectativa é de que as usinas produzam mais álcool. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar cristal fechou ontem a R$ 37,39, com queda de 1,37%, segundo o indicador Cepea/Esalq.


USDA pressiona

Os contratos futuros do milho fecharam em baixa ontem na bolsa de Chicago, pressionados pela estimativa do USDA que ficou acima que o esperado por analistas. A proximidade da colheita americana também atuou como um fator baixista, segundo a Reuters. O contrato de setembro recuou 5,25 centavos, para fechar a US$ 2,235 por bushel. O de dezembro perdeu 5,75 centavos, fechando a US$ 2,3775. Na Argentina, segundo maior exportador do cereal, a falta de chuvas e a baixa temperatura reduziram o ritmo de plantio de 2006/07. Até sexta-feira, os agricultores haviam plantado 2,4% da superfície prevista para a safra, 0,8 ponto percentual menos que em igual período de 2005. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 17,37, alta de 0,19%, segundo o Cepea/Esalq.

Especulação derruba

Os preços futuros do trigo caíram ontem devido à combinação de vendas especulativas e novos dados de oferta e demanda divulgados pelo USDA. Os contratos para dezembro negociados na bolsa de Chicago fecharam o pregão a US$ 4,02, queda de 10 centavos. Em Kansas, foram negociados a US$ 4,70, recuo de oito centavos. Um dos fatores que puxou a cotação foi a revisão para baixo da produção em 5 milhões de bushels, para 429 milhões, diante da maior demanda do trigo. A produção global também foi revisada para baixo, para 596,1 milhões de toneladas, em parte devido à seca na Austrália que deverá fazer a produção da commodity recuar em 2 milhões de toneladas. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 21,53, alta de 0,51%, de acordo com o Deral.