Plantio direto bem feito reduz riscos em até 60%
Cooper calcula que, se a cobertura do solo for bem feita, com mais de 30% da superfície coberta, os riscos da erosão diminuem em mais de 60%. 'O plantio direto está muito avançado no País e as coberturas, cada vez mais eficientes', diz.
Há, conforme ele, dois tipos de prejuízos provocados pela erosão. Há perdas de solo e de suas camadas superficiais, que são as mais ricas em nutrientes, e de água, que leva embora adubo e defensivos. E há o impacto ambiental, com risco de assoreamento de cursos d'água e contaminações por produtos químicos. 'Daí a importância de criar obstáculos para conter a força da água.'
Em caso de solos compactados, que não permitem a infiltração de água, o pesquisador recomenda o plantio de plantas com raízes profundas, que agem como subsoladores naturais, aumentando a capacidade de infiltração de água. 'O nabo forrageiro é uma boa opção, mas cada área tem suas particularidades e suas aptidões', ressalva.
PERDAS
Conforme o agrônomo José Roberto Morano, da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), o Estado contabiliza 7 mil voçorocas (erosão em estágio avançado). 'Hoje, 80% das terras cultivadas têm problemas de erosão.'
Morano diz que as perdas de solo chegam a 21 toneladas/hectare/ano para culturas anuais; culturas temporárias perdem 13,5 toneladas/hectare/ano; culturas permanentes, 0,9 tonelada/hectare/ano; pastagens, 0,4 tonelada/hectare/ano e estradas rurais, 150 toneladas/hectare/ano. Com o solo, vão embora cerca de 8 bilhões de toneladas de nutrientes, como potássio, fósforo e nitrogênio.
(SERVIÇO)SAIBA MAIS:
Embrapa, tel. (0--21) 2179-4500; Esalq, tel. (0--19) 3429-4171; Codasp, tel. (0--11) 5077-6500