Commodities Agrícolas
Especuladores liquidam
Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte queda na bolsa de Nova York, atingindo a menor cotação das últimas cinco semanas, com a pressão de vendas de especuladores no mercado. Esse movimento de venda reflete a ausência de ameaças de furacões na região da Flórida, principal produtor de laranja dos EUA. Os contratos de novembro fecharam a US$ 1,6925 a libra-peso, com recuo de 410 pontos. Os contratos de janeiro recuaram 440 pontos, para US$ 1,7050 a libra-peso. Segundo analistas, o mercado tem dado pouca importância ao fato da área plantada com laranja na Flórida ter caído 15% nos últimos dois anos, para 529,241 mil acres. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos para as indústrias fechou a R$ 10,78, segundo o índice Cepea/Esalq.
Clima sustenta
Os preços futuros da soja fecharam em alta ontem, em Chicago, também influenciada pelo clima úmido nos EUA e previsão de geada para o Meio-Oeste daquele país, segundo analistas de mercado. Os contratos de janeiro encerraram o pregão a US$ 5,6575 o bushel, com elevação de 325 pontos. Analistas afirmaram que o clima úmido poderá atrasar a colheita antecipada de soja no mercado americano. Os fundos compraram durante o pregão cerca de 3 mil contratos. Relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) mostra que as exportações de soja na semana passada ficaram em 10,8 milhões de bushels, abaixo da estimativa do mercado, entre 11 e 16 milhões. No mercado paulista, a saca de 60 quilos da soja fechou ontem a R$ 27,93, segundo o índice Cepea/Esalq.
Tempo úmido nos EUA
Os preços futuros do milho fecharam em alta ontem, na bolsa de Chicago, sustentados por preocupações de que o tempo úmido nos EUA atrasaria a fase final da colheita de milho naquele país, segundo a Reuters. Outro fator de suporte é a expectativa de geada para o Meio-Oeste americano. Os contratos para março fecharam a US$ 2,6150 o bushel, alta de 6 centavos. Os fundos também foram compradores, com a aquisição de 6 mil a 7 mil lotes durante o pregão. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou que 44,981 milhões de bushels foram inspecionados para exportações na semana passada, ficando dentro das expectativas do mercado, entre 43 e 47 milhões. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 18,17, elevação de 1,93%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Movimento técnico
Os preços futuros do cacau fecharam com forte queda ontem, nas bolsas de Nova York e Londres, pressionados por movimentos técnicos, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos de março fecharam a US$ 1.459 a tonelada, com recuo de US$ 49. Na bolsa de Londres, os contratos de março encerraram a 831 libras a tonelada, com baixa de 23 libras. Segundo analistas de mercado, os especuladores foram fortes vendedores durante o pregão, enquanto tradings e alguns especuladores realizaram compras, dando certo suporte às cotações. Nos mercados de Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 44 ontem, com recuo de 4,3%, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.