Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

25/09/2006

Commodities Agrícolas


 

Petróleo derruba
 

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda na sexta-feira, no mercado internacional, atingindo os menores patamares dos últimos 12 meses. A queda foi atribuída ao recuo dos preços das commodities de energia, sobretudo o petróleo. A saída dos investidores dos contratos de outubro também tirou o suporte das cotações. Em Nova York, os contratos para março fecharam a 11,38 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 97 pontos. Em Londres, os contratos de março fecharam a US$ 342 a tonelada, baixa de US$ 19,40. Em fevereiro deste ano, os preços do açúcar atingiram a máxima dos últimos 25 anos. A maior oferta de países produtores tirou a sustentação dos preços. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 37,94, segundo o Cepea/Esalq.


 

Conjunção negativa
 

A ausência de ameaças climáticas aos pomares da Flórida e a queda generalizada das commodities - inclusive não-agrícolas - no mercado internacional derrubaram as cotações do suco de laranja na sexta-feira em Nova York. Os contratos com vencimento em novembro caíram 450 pontos, para US$ 1,6785 por libra-peso, enquanto janeiro recuou 440 pontos, para US$ 1,6965. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires notaram que, em virtude da conjunção negativa, especuladores aproveitaram para liquidar posições. A redução dos estoques americanos de suco concentrado evitou perdas maiores. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 10,54 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq.


 

Vendas de fundos

As vendas de especuladores e de fundos tiraram o suporte dos preços futuros do cacau no mercado internacional, na sexta-feira. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1.534 a tonelada, com recuo de US$ 27 sobre o pregão anterior. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a 858 libras a tonelada, com recuo de 18 libras sobre o dia anterior. Analistas ouvidos pela agência Reuters disseram que as vendas dos países de origem também ajudaram a tirar o suporte das cotações da amêndoa no mercado internacional. Os agentes de mercado aguardam a colheita de cacau da Costa do Marfim, principal produtor mundial. Em Ilhéus e Itabuna, as cotações médias da arroba do cacau encerraram a R$ 48, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

 

Clima favorável

Os preços futuros da soja recuaram na bolsa de Chicago, sexta-feira, reflexo das vendas dos fundos e notícias de de que o Meio-Oeste americano poderia entrar em um período de seca nesta semana, ajudando o progresso da colheita dos grãos, segundo a Reuters. Os contratos para janeiro fecharam a US$ 5,6225 o bushel, com recuo de 9,25 centavos. A indústria brasileira de soja comprou na quinta-feira apenas 203,5 mil toneladas, ou 6,7%, dos 3 milhões de toneladas ofertadas pelo governo em dois leilões de prêmios para ajudar na comercialização de soja, informou a Conab. A baixa procura reflete o fato de pouca soja ter permanecido nas áreas produtoras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para saca de 60 quilos negociada no Paraná subiu 0,14%, para R$ 28,68.