Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

27/09/2006

Commodities Agrícolas


Movimento técnico
 

Os preços futuros do milho fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago, como reflexo de movimento técnico no mercado. Os contratos para março fecharam a US$ 2,7275 o bushel, alta de 4,50 centavos sobre o dia anterior. Analistas ouvidos pela agência Reuters disseram que os preços foram sustentados por compras de fundos e coberturas de posição. A alta do trigo ajudou a dar suporte às cotações do grão, além da forte demanda aquecida por milho por parte dos setores de pecuária e de etanol nos EUA. A colheita de uma grande safra de milho dos EUA é baixista, apesar de o tempo úmido em partes do Meio-Oeste ter atrasado a colheita e haver previsões de chuva para a próxima semana. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 18,47, segundo o índice Cepea/Esalq.


Cotas da China
 

Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, como reflexo de rolagens de posição futuras e em parte também pelas firmes cotações das commodities no mercado internacional. Os contratos para dezembro encerraram o dia a 52,50 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 89 pontos em relação ao dia anterior. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que o mercado está atento ao fato de a China anunciar suas cotas de importação de algodão e outros grãos. As cotas para algodão devem ser as mesmas deste ano, de 894 mil toneladas. Os chineses são os maiores consumidores de algodão dos Estados Unidos. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2906, com queda de 0,18%, segundo o índice Cepea/Esalq.


 

Recuperação de perdas

Os preços futuros do açúcar fecharam em alta ontem, puxados por compras de tradings, recuperando parte da forte queda observada na segunda-feira, quando as cotações atingiram o menor patamar dos últimos 13 meses. Na bolsa de Nova York, os contratos de março fecharam a 11,11 centavos de dólar por libra-peso, alta de 24 pontos sobre o dia anterior. Em Londres, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 335,80 a tonelada, com alta de US$ 7,30. Os fundamentos do mercado são baixistas no curto prazo, diante de um excedente na oferta em 2006/07 e queda nos preços do petróleo, segundo analistas ouvidos pela Reuters. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar encerrou o dia a R$ 37,83, com variação positiva de 0,16%, segundo o índice Cepea/Esalq.

 

Demanda do Iraque

O clima seco nas regiões produtoras de trigo da Austrália e da Argentina deu suporte aos preços futuros do cereal nas bolsas americanas. Em Kansas, os contratos para março fecharam a US$ 4,895 o bushel, alta de 7,50 centavos. Em Chicago, os contratos para março encerraram a US$ 4,405 o bushel, alta de 8,50 centavos. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que os preços também tiveram suporte de compras de fundos. A seca na Austrália e Argentina pode reduzir a produção nesses países. O Iraque pode comprar neste mês 300 mil toneladas de trigo, dos quais 90% seriam dos EUA e o restante da Austrália, segundo representantes do governo daquele país à Reuters. No Paraná, a cotação média da saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 23,39, segundo o Deral.