Commoditie Agrícolas
Colheita menor
Os preços futuros da soja fecharam em queda ontem, na bolsa de Chicago, pressionados pelo recuo das cotações do milho e também pela maior colheita do grão nos Estados Unidos. Os bons volumes de estoques americanos de soja também tiraram o suporte das cotações, segundo a Reuters. Os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 5,5650 o bushel, com recuo de 4,5 centavos. Os fundos venderam 2 mil lotes durante o pregão de ontem. Nos EUA, os produtores que começaram a colher milho e soja no Meio-Oeste estão registrando boa produtividade, mas ainda é cedo demais para saber se as previsões de uma safra excepcionalmente grande vão se concretizar. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do grão fechou a R$ 28,54, segundo o índice Cepea/Esalq.
Greve sustenta
Os preços futuros cacau fecharam em alta ontem, nas bolsas internacionais, com notícias de que poderá ter greve na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. Em Nova York, os contratos para março fecharam o dia a US$ 1.536 a tonelada, alta de US$ 12. Em Londres, os contratos para março fecharam a 866 libras, com elevação de 11 libras. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires informaram que compras especulativas deram suporte aos preços do cacau. As notícias de greve de bancários na Costa do Marfim, combinados com problemas políticos naquele país, deixam o mercado atento, o que sustenta os preços. Em Ilhéus e Itabuna, as cotações médias da arroba do cacau fechou ontem a R$ 47,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC).
Realização de lucro
Os preços futuros do milho fecharam em queda ontem, na bolsa de Chicago, como reflexo de realização de lucro por parte dos fundos, após os fortes ganhos verificados no pregão anterior, de acordo com a Reuters. Os contratos para março fecharam a US$ 2,6775 o bushel, com recuo de 5 centavos. O avanço na colheita de uma grande safra de milho nos Estados Unidos também pressionou os preços. Os fundos venderam entre 3 mil e 4 mil lotes durante o pregão. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a safra de milho desta atual safra, a 2006/07, em 282 milhões de toneladas. Do total, 54,61 milhões de toneladas serão para produção de álcool. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão fechou a R$ 18,71, alta de 1,3%, segundo o Cepea/Esalq.
Alta de 36%
O frango vivo acumula alta de 36% no último mês e atingiu ontem R$ 1,70 o quilo nas granjas paulistas, conforme a Jox Assessoria Agropecuária. Um mês atrás o produto era cotado a R$ 1,25. Na terça-feira, a R$ 1,65. De acordo com Oto Xavier, da Jox, a oferta pequena de frango vivo no mercado explica a nova alta. Além disso, as exportações de carne de frango também estão ativas, retirando produto do mercado interno. A tendência é que os preços sigam firmes, segundo Xavier.
A valorização do frango vivo puxa também o produto abatido. Ontem, a ave resfriada fechou a R$ 2,03 o quilo, em média, no médio atacado de São Paulo. Havia fechado a R$ 1,98 na terça-feira. Um mês antes, o produto tinha preço médio de R$ 1,70 no mercado paulista, segundo a Jox.